Servidores de São José iniciam greve geral

17/03/2011
 

Os servidores públicos do município de São José, na grande Florianópolis, iniciaram uma greve geral da categoria nesta quarta-feira (16/3). A paralisação tem adesão de praticamente todos os setores do serviço público e cobra um Plano de Cargos e Salário para os trabalhadores. A greve é por tempo indeterminado e só deverá acabar depois que o Prefeito Djalma Berger reformular a proposta apresentada no mês de fevereiro. Parte da direção do Sinsej esteve em São José para acompanhar e apoiar a luta levantada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de São José (SINTRAM-SJ).

A deflagração da greve aconteceu no dia 2 de março em assembleia geral. Depois dos servidores discutirem a proposta de plano de cargos e salários apresentada pela Prefeitura, o grupo decidiu pela paralisação. A categoria alega que a proposta apresentada em fevereiro deixa muito a desejar. O documento apresentado aos trabalhadores não tem sequer tabela de vencimentos, carga horária e quantidade de cargos. Outra reclamação é a não garantia de inclusão de todos os servidores no plano. O SINTRAM convoca todos os servidores para a greve. Para a direção do sindicato, a manifestação geral da categoria é prova que merecem um plano que contemple todos.

O primeiro dia de greve em São José mostra que os servidores estão unidos. A assembleia realizada na tarde de quarta-feira lotou o auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC). Na atividade foram aprovadas as próximas medidas do movimento grevista, como a passeata que acontecerá na sexta-feira (18/3). Os servidores também puderam dar relatos da situação da greve nos seus locais de trabalho. Os relatos mostram uma grande adesão no setor da saúde, com várias unidades completamente paradas.

O Sinsej acredita que essa luta é justa. A situação dos servidores públicos de São José é muito parecida com a de Joinville, por isso esse apoio. A similaridade está presente nos casos de assédio moral, baixos salários e demora em cumprir as promessas firmadas com a categoria. Independente da cidade, o servidor precisa ser valorizado com salários compatíveis com a função, boa estrutura para o trabalho e sem pressão de chefias. Para o Sinsej, essa greve é mais uma demonstração de que as conquistas só virão com luta e organização dos trabalhadores.



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