Às vésperas da data-base, dia também será de debate sobre a campanha salarial

Manifestação de 31 de março I Foto: Aline Seitenfus

Manifestação de 31 de março I Foto: Aline Seitenfus

Os servidores municipais estão chamados a paralisar suas atividades novamente no próximo dia 28 contra a Reforma da Previdência e Trabalhista. Temer e o Congresso Nacional trabalham duro para que até o fim de maio os brasileiros percam a possibilidade de se aposentar e vejam seus direitos reduzidos aos patamares do início do século passado. A Reforma Trabalhista ganha um caráter ainda mais urgente, já que deve ser aprovada na Câmara dos Deputados no dia 19 de abril, em trâmite reduzido, sem precisar ser aprovada em plenário.

O dia 28 de abril ganha o reforço de outras oito centrais sindicais além da CUT. Os servidores de Joinville, que se encontram em meio a sua campanha salarial, terão assembleia da categoria neste dia, às 9 horas, em frente à Prefeitura, para avaliar as negociações com o governo municipal. A partir das 10 horas, todos os trabalhadores da cidade, estudantes e movimentos sociais estão convidados a participar de ato contra as reformas de Temer.

Em Itapoá, também haverá paralisação e a assembleia acontece às 15 horas, no Rancho da Tia Cida. Garuva tem assembleia em 18 de abril, às 19 horas, no Sinsej, para discutir a campanha salarial e as reformas.

Intensificar a organização contra os ataques

Além de impedir as novas medidas, é preciso organizar a luta para reverter a já aprovada Reforma do Ensino (que privará os filhos dos trabalhadores de educação pública), o congelamento de investimentos por 20 anos (que recairá sobre quem precisa de serviços públicos) e a terceirização sem limites (que vai diminuir salários, piorar condições de trabalho e potencializar a prática de contratação temporária).

A voracidade dos ataques do governo Temer aos direitos previdenciários e trabalhistas tem levado grandes parcelas de trabalhadores a darem saltos na sua consciência e se colocarem em luta contra essas medidas. As manifestações dos dias 15 e 31 de março foram extraordinárias demonstrações desta disposição. Os servidores municipais de Joinville e Itapoá têm sido uma referência com suas massivas paralisações.

Mas é preciso ir além de dias de paralisação. Para a direção do Sinsej, a única forma de impedir estes ataques é uma grande mobilização dos trabalhadores brasileiros, que começa com uma greve geral por tempo indeterminado, organizada nas bases e não nos gabinetes.

Para organizar a continuidade da resistência após o dia 28 e unificar a pauta de reivindicações, as centrais precisam convocar um Encontro Nacional da Classe Trabalhadora, com delegados eleitos nas bases dos sindicatos, do movimento estudantil e dos movimentos sociais. “Continuamos reclamando os velhos métodos de luta da classe. Acreditamos que somente a paralisação da produção, com uma greve geral unificada de norte a sul do país, combinada com manifestações de massa nas ruas, pode apresentar uma saída positiva para o momento que vivemos”, afirma o presidente do Sinsej em artigo sobre o assunto publicado aqui.

A ameaça da falta injustificada

A Secretaria de Gestão de Pessoas de Joinville enviou comunicados aos locais de trabalho afirmando que as paralisações de março serão consideradas faltas injustificadas. O Sinsej esclarece que a luta contra a efetivação desta ameaça tornou-se o primeiro ponto de discussão das negociações e que ela não deve desmobilizar a categoria. Nunca tal punição foi imposta aos servidores e este seria um grande ataque ao direito de organização dos trabalhadores.

A Reforma da Previdência fará com que muitos tenham que trabalhar até 15 anos a mais. A Trabalhista, por sua vez, poderá impor jornadas do início do século passado. Não será com dias de desconto que o prefeito impedirá os servidores de lutarem contra estas atrocidades.

 

 

Exibindo 3 comentários
  • julio
    Responder

    quem trabalha nos períodos matutino e vespertino
    vai na assembléia e vai trabalhar no período vespertino
    ou a paralisação é o dia inteiro?

    • Sinsej
      Responder

      Olá, Julio

      A chamada é para um dia de paralisação com assembleia geral da categoria. Abraço!

  • Altair Tobias
    Responder

    força sinjej…

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