As pautas de reivindicações dos servidores de Joinville, Garuva e Itapoá que irão nortear a Campanha Salarial 2017 já foram definidas pelos trabalhadores. Estes documentos apresentam os principais anseios coletivos da categoria e estão protocolados nas respectivas prefeituras junto a pedidos de abertura das mesas de negociação. Eles foram formulados após reuniões dos conselhos de representantes e assembleias nas três cidades durante o mês de março.

O índice de reajuste geral solicitado é igual nos três municípios: a inflação mais 5% a título de reposição das perdas salariais acumuladas historicamente. Em março, a inflação acumulada nos últimos 12 meses, considerando-se o INPC, foi de 4,69%. A data base em Joinville e Itapoá é 1º de maio; em Garuva é 1º de abril. Nesta o cálculo da inflação se dá pela média do INPC, IGPM e IPCA, excluindo-se o índice que apresentar menor variação nos últimos 12 meses.

Consta ainda nas pautas aumento do vale-alimentação e a revisão mensal dos vencimentos de acordo com a inflação – avanço acordado na última campanha salarial de Itapoá, mas ainda não cumprido. O plano de carreira também é um assunto sensível. Em Joinville, solicita-se a garantia de progressão por titulação e formação para todos os servidores e, em Itapoá, exige-se o imediato envio para a Câmara de Vereadores da proposta de novo plano formulada pela categoria. Cumprimento integral da lei do piso do magistério promulgada em 2008, que trata da remuneração e hora-atividade dos professores, é solicitado nas três cidades.

Ano de resistência

Em 2017 a Campanha Salarial dos servidores de Joinville Garuva e Itapoá está inserida num cenário nacional de graves ataques aos direitos de todos os trabalhadores brasileiros. No final de 2016, o governo conseguiu aprovar o congelamento de investimentos no serviço público pelos próximos 20 anos e uma reforma no ensino que destruirá a educação pública no país. Não bastasse, Temer e o Congresso Nacional querem aprovar em tempo recorde a Reforma da Previdência, que basicamente fará com que os brasileiros trabalhem até morrer, e uma Reforma Trabalhista, que destruirá muitos direitos já conquistados.

Tudo isso exigirá de nossa categoria ainda maior atenção e integração nas lutas gerais da classe trabalhadora do país. Apenas com uma organizada e unida mobilização desde as bases poderemos nos defender de tantos ataques.

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