A dívida da Prefeitura com o Ipreville não para de crescer. Udo Döhler notabilizou-se como o único prefeito que nunca pagou em dia as cotas devidas ao Instituto. Semestre após semestre, a Prefeitura vem atrasando pagamentos e, às vésperas de perder o Certificado de Regularidade Previdenciária, propõe o parcelamento da dívida acumulada.

Dados da prestação de contas do Instituto mostram que apenas recursos vinculados a receitas carimbadas como o Fundeb são pagos corretamente. O valor não repassado ao Ipreville pode passar de R$ 5 milhões mensais.

A atual situação permite prever que em breve novo parcelamento será proposto pela Prefeitura ao Instituto, engrossando o endividamento do Executivo com os servidores. É como se o governo deixasse de pagar – ou rolasse para o futuro – uma folha de pagamento inteira dos servidores a cada ano.

Desde 2010, o Sinsej acompanha atentamente a situação do endividamento do governo com o Ipreville e vem alertando a categoria para a necessidade de se mobilizar contra a apropriação da Prefeitura dos recursos da aposentadoria dos servidores. A Campanha Salarial 2017 não pode se encerrar sem uma reação efetiva contra os parcelamentos e os ataques ao Ipreville.

“Em 2016 e em 2017 vimos o exemplo dos companheiros servidores de Florianópolis que se levantaram contra ataques brutais a sua aposentadoria e a sua carreira”, recorda o diretor do Sinsej, Josiano Godoi. “Eles lutaram e venceram, resta-nos seguir o exemplo e garantir nossos direitos”.

Comentários
  • Joao
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    Essa bola de neve pode sucitar a “genial” ideia de aumentar a contribuição previdenciaria para 14% como foi feito no estado. Hora de reagir.

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