Kályta (1)

Os servidores municipais de Joinville entram em greve a partir de segunda-feira (12/6), com concentração às 9 horas, em frente à Prefeitura. A decisão foi tomada em assembleia realizada na manha de hoje. A categoria rejeita a proposta do governo, de reajustar os salários em apenas 1% a ser efetivamente pago em setembro e 1% em novembro. A pauta de reivindicações foi entregue em 21 de março e, desde então, ocorreram seis reuniões de negociação, mas o prefeito Udo Döhler segue ignorado o documento.

Os trabalhadores pedem a reposição da inflação na data-base, que é em 1º de maio; cinco por cento de reajuste a título de reposição das perdas acumuladas ao longo dos anos; equiparação do vale-alimentação ao da CIA Águas de Joinville; revisão do plano de carreira geral, de modo a garantir a valorização da formação; aplicação de um terço de hora-atividade, prevista em lei federal desde 2008; revogação da suspensão do pagamento e do gozo da licença-prêmio, bem como da possibilidade de venda de um terço das férias; garantia de auxiliar de inclusão em todas as turmas onde é necessário; contratações imediatas e abertura de concurso para a demanda das unidades; eleição direta para diretores escolares; regulamentação da lotação e transferência; apresentação de proposta para o atendimento de saúde da categoria; entre outras questões. Ao todo, a pauta de reivindicações elenca 11 cláusulas econômicas, 22 sociais e seis acordos não cumpridos de campanhas salariais anteriores. Muitas destas questões não trazem custos ao município e dependem apenas da vontade da gestão.

Na assembleia de hoje, o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, lembrou que a última greve geral da categoria aconteceu em 2014 e, desde então, os resultados das campanhas salariais têm decaído. Em 2014, com uma inflação de 5,82%, o reajuste concedido foi de 7% em duas vezes. Em 2015, o INPC estava em 8,34% e foram concedidos 9% em três vezes. Já em 2016, o estrito valor da inflação, 9,83%, foi parcelado em quatro vezes, adentrando 2017. Agora, com os índices inflacionários oficiais apontando 3,99%, Udo oferece apenas a metade, parcelado em duas vezes, meses após a data-base e não cumulativos. “Se não reagirmos agora, o próximo passo será o prefeito tentar retirar nossos direitos, como aconteceu em Florianópolis e Jaraguá”.

Ulrich também chamou a categoria a acompanhar os números de arrecadação da Prefeitura: “As principais arrecadações do município, vêm crescendo acima da inflação”, disse. “As receitas próprias no município, foram corrigidas no início do ano, quando  inflação estava mais alta, e nós estamos falando da inflação na nossa data-base, de menos de 4%”, compara. “Não é verdade que não tem dinheiro, estamos discutindo miséria”.

Nesta quarta, a categoria encontra-se paralisada durante todo o dia e os representantes de local de trabalho reúnem-se no Sinsej, a partir das 14 horas. Amanhã, os servidores retornam a normalidade dos atendimentos e, a partir de segunda-feira, entram em greve por tempo indeterminado. A Prefeitura será notificada pelo Sinsej ainda hoje, junto a uma solicitação de reabertura da mesa de negociação.

Exibindo 13 comentários
  • Júlio César Schneider
    Responder

    Sempre é bom deixar os servidores cientes que dia não trabalhado é considerado com não remunerado. Penso que manifestações podem ser efetuadas fora do horário de trabalho de cada servidor para evitar prejuízos salariais…até porque diretores do sindicato não tem dias descontados. Penso também que o servidor é pago pela população, ou seja, com dinheiro público…então imaginem quando a população parar de pagar imposto por cada dia de greve.

    • Sandra
      Responder

      Concordo plenamente!

    • Carlos
      Responder

      Julio, é só o prefeito cumprir um direito constitucional do trabalhador, que é a correção anual dos salários, que não haverá greve.

  • Carlos Henrique
    Responder

    Gostaria de saber se nós professores contratados podemos fazer a greve sem perder nossos direitos. Sem medo de ameaças!!!

    • Sinsej
      Responder

      Olá, Carlos

      Sim podem. O direito de greve dos servidores concursados se estendem aos contratados, portanto, não há qualquer distinção no exercício desse direito para servidores efetivos estáveis e não estáveis.

  • Joconda Silva
    Responder

    Você Júlio devia ter vergonha em escrever isto, pois quando você estava na direção do sinsej tivemos os maiores retrocessos em plano de carreira e salários. Você tem é um cara de pau.
    Deveria se espelhar neste sindicato que hoje tem uma direção sempre é disposição da categoria, e não como era antes um sindicato pelego.
    Aliás, você Júlio é do mesmo partido do prefeito, o PMDB.

  • Jandira Corrêa.
    Responder

    Concordo com o cidadão que diz que o salário do servidor é pago pelo povo através dos impostos, porém ressalto que o servidor também faz parte do povo e paga esses mesmos impostos. Se a população apoiasse um pouco mais o serviço púbico teria muito mais qualidade e não haveria tanta gente reclamando nos noticiarios de TV da falta de vagas em creches, hospitais,ruas emburacada e por aí vai. Enfim, respeite e valorize o povo que trabalha para o povo.

  • iriam Hostin
    Responder

    o prefeito alemon nao vai reeleger mh
    auro mariani e a turma do pmdb, acabou….

  • Hermínia Guimarães
    Responder

    Conforme Portal da Transparência da Prefeitura de Joinville, em maio/2016 haviam nomeados em cargos comissionados 238 pessoas, já em maio/2017 estão nomeados em cargos comissionados 346, ou seja, de um ano para outro foram nomeados a mais 108 em cargos comissionados. Então cadê a economia que iria ocorrer com a reforma administrativa e a fusão/extinção de secretarias/fundações? Todos os dias no jornal do município constam novas nomeações. Assim não há nem hoje e nem munca, como conceder ao servidor público a inflação de 3,99%.

  • Djanira
    Responder

    Dia após dia, as nomeações de cargos comissionados aumentam! É só conferir no Diário Oficial em http://www.joinville.sc.gov.br/jornal . No mesmo jornal, podemos ver também que o número de pessoas se aposentando – e com isso deixando de onerar a Folha, também aumenta, portanto, menos funcionários recebendo salários pela PMJ.
    Se economizasse com os salários altíssimos dos comissionados (que na grande maioria não são servidores de carreira, nem batem ponto, nem precisam comprovar formação para o cargo), sobraria muito mais dinheiro e não teria desculpa para negar a reposição da inflação. Cargos comissionados são desperdício de dinheiro público!

  • sandro alves de lima
    Responder

    no cepat foram contratados 3 coordenadores sao cargos de confiancas e nao sao concursados,cade a tal preocupacao com os gastos?

  • SIDNEI
    Responder

    comnforme termino das negociacoes entre sindicato e o prefeito chegou-se a conclusao que o servidor nao precisa de sindicato para requererer seus direitos, pois a proposta aceita com incentivo do sindicato para aceitar esta vergonha de reajuste e inadimissivel para com esta categoria, estamos de luto, estamos neste momento formando uma proposta para o prefeito que no proximo ano o mesmo reajuste que for decidido para os funcionarios fornecer tambem para o IPTU, e Fatura da Agua

    • Sinsej
      Responder

      Olá, Sidnei

      O Sinsej também entende que esta não é a melhor proposta e isso foi explicado na assembleia. Mas os avanços vêm na medida em que há mobilização – e é esse o trabalho que os diretores do sindicato desempenham junto com a categoria. De forma alguma saímos derrotados. No início da Campanha Salarial a proposta da Prefeitura era menos da metade do que foi conquistado com a mobilização. Outro fator que demonstra a necessidade do sindicato são os avanços que os servidores de Joinville têm conquistado desde 2010 – ano que foi eleita pela primeira vez a maioria da atual diretoria.
      Propostas não faltam. O exemplo do IPTU é uma delas. O que é necessário é a mobilização. O sindicato é composto por cada servidor. Por isso, fica o convite a você. Muitos embates, municipais e também em nível nacional, ainda serão travados. Participe, lute ao lado desta categoria e de seu sindicato. Abraço!

Deixe um comentário