Prefeito não honra sua palavra e greve no CAPs III continua I Foto: Aline Seitenfus

Prefeito não honra sua palavra e greve no CAPs III continua I Foto: Aline Seitenfus

Os servidores do Centro de Atenção Psicossocial III Dê-Lírios (Caps III) presenciaram hoje (22/9) mais uma demonstração da total falta de respeito por parte da Prefeitura. Em greve desde o dia 15 de setembro, os trabalhadores esperavam encerrar o movimento nesta tarde, quando o prefeito Udo Döhler voltou atrás, novamente, no que havia concordado.

Durante a semana, foram realizados avanços nas negociações. Após diversas reuniões, o governo havia concordado em não estender a jornada dos servidores para 44 horas semanais. Faltava somente a assinatura de um documento formalizando a decisão. Porém, pela segunda vez na semana, o prefeito mudou de ideia.

Diante disso, os servidores, que aguardavam a formalização para retomar os seus serviços, decidiram por unanimidade manter a greve. A partir de segunda-feira (25/9) eles passam a se concentrar em frente à Prefeitura.

Para o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, a atitude do governo não tem explicação. “É um absurdo. Não basta o desmonte provocado por este governo em todo o serviço público, agora os trabalhadores não podem confiar nem mesmo nos acordos das mesas de negociação”.

Relembre

Os servidores do Caps III entraram em greve na última sexta-feira, depois de a Prefeitura tentar aplicar um aumento de carga horária sem reajuste de salário e sem nenhuma justificativa. Atualmente, a jornada semanal no CAPS III varia entre 30 e 42 horas, de acordo com a função desempenhada. Há trabalhadores que, pela natureza de sua função, têm carga de 30 horas semanais determinada por lei federal. O governo de Joinville, no entanto, desejava aumentar a jornada de todos para 44 horas. Quem não aceitasse seria punido com a perda da gratificação recebida pelos trabalhadores do local.

O Caps III atua 24 horas por dia, oferecendo atenção a pacientes com transtornos mentais, que vão de depressão severa à bipolaridade e esquizofrenia. Este trabalho é realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por agente de saúde pública, auxiliar administrativo, assistente social, enfermeiro, técnico em enfermagem, psicólogo, terapeuta ocupacional, farmacêutico e psiquiatra. O atendimento humanizado procura evitar a internação na ala psiquiátrica do Hospital Regional. Os servidores são expostos a transtornos psicológicos severos.

Paralisação geral em 28 de setembro

Os servidores de Joinville farão um dia de paralisação na próxima quinta-feira (28/9), com concentração às 9 horas, em frente à Prefeitura. Esta foi a decisão unânime da assembleia realizada em 21 de setembro, no sindicato. A categoria está em estado de greve desde 5 de setembro e busca o atendimento de onze reivindicações relativas a condições de trabalho e direitos estatutários desrespeitados pelo governo.

 

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