Trabalhadores do hospital são referência de luta e têm muitos motivos para cruzar os braços

Trabalhadores do hospital são referência de luta e têm muitos motivos para cruzar os braços

Da mesma forma que o restante da categoria, os servidores do Hospital Municipal São José (HMSJ) sofrem com a má administração do governo de Udo Döhler. Faltam materiais básicos, medicamentos e profissionais. Não há estrutura para comportar os pacientes e os corredores estão lotados. Leitos comuns são transformados em UTI. Não bastasse, os servidores são obrigados a conviver diariamente com assédio moral das chefias e transferências  arbitrárias – muitas vezes feitas por meio de WhatsApp.

Há casos em que trabalhadores foram trocados de setor simplesmente por solicitar à chefia a reposição de material ou medicamento. Até mesmo informar o que está em falta é motivo para coação.

Os profissionais do São José são responsáveis por cuidar de grande parte dos pacientes de Joinville e região. Eles merecem respeito e condições de trabalho. No entanto, ao invés disso, este governo cancelou o pagamento de abono para quem trabalha no recesso e afirma que não vai conceder o gozo deste período de descanso para setores que sempre tiveram – como o ambulatório e o CCA no recesso. Além disso, a licença-prêmio está congelada desde 2015 e a venda de um terço de férias está suspensa.

O caminho para barrar tudo isso já é conhecido pelos servidores do Hospital. Agora é o momento de colocar novamente em prática a unidade e deixar claro ao prefeito que existem, sim, motivos para greve. Na segunda-feira (2/10), começa a greve de toda a categoria e os servidores do São José estão especialmente chamados a participar. Haverá assembleia às 9 horas, em frente à Prefeitura.

Relembre algumas conquistas da luta

Desde 2010, o HMSJ tem sido um exemplo de disposição para a luta. Muitos direitos só foram conquistados com  greves e paralisações.

Exemplos disso são:

Conquista do 7º dia em dobro – direito que constava no Estatuto desde 2008, mas não era cumprido.

Gratificação de unidade hospitalar, que era paga apenas a um pequeno grupo e foi estendida a todos.

Aumento do adicional noturno de 20% para 30%.

Redução da jornada dos agentes administrativos para 30 horas semanais – conquistado antes da Educação.

Garantia do pagamento da insalubridade.

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