O Estado de Santa Catarina tem fechado escolas de forma arbitrária. Sem nenhum diálogo com a comunidade, o governo tem precarizado o ensino público e sobrecarregado a Prefeitura. Até agora, só em Joinville, já foram fechadas as escolas Monsenhor Sebastião Scarzello, em 2011, Ruy Barbosa, em 2013, Conselheiro Mafra, em 2014, Elpídio Barbosa, em 2016, e este ano, as escolas Maestro Francisco Manoel da Silva e Ruben Roberto Schmidlin (Ensino Médio).

As escolas Osvaldo Aranha (que passará a ser militar), Felipe Schmidt (em São Francisco do Sul) e Eladir Skibinski também correm risco de serem fechadas. A Escola Prefeito Higino Aguiar, em Araquari, foi municipalizada. “O governo gosta de falar sobre reordenamento, mas, na verdade, isso é sucateamento”, explica a coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte), Thaís Tolentino. De acordo com ela, ao todo, são 12 escolas fechadas ou municipalizadas na região, com confirmação de outras 19 no ano que vem, enquanto apenas quatro foram inauguradas. “Isso sobrecarrega o município, provoca evasão e precariza as condições de trabalho do professor, que terá que trabalhar com salas superlotadas”.

A professora e diretora do Sinsej, Mara Tavares, falou na Tribuna Livre da Câmara de Vereadores, na última quarta-feira (4/10), criticando as atitudes do governo de Raimundo Colombo (PSD). “Muitos alunos já estão enfrentando ou vão enfrentar a dificuldade da distância da escola, tanto da sua residência quanto do seu trabalho, e isso vai aumentar a evasão escolar, que já é muito significativa no estado de Santa Catarina”, denunciou.

Além dos próprios estudantes, essa destruição da educação atingirá também os professores, que terão redução de carga horária e, consequentemente, de salários. “Essa demanda vai para onde? No que tange o Ensino Fundamental ela vem para a rede municipal, que já está apresentando dificuldades em atender à demanda que é dela hoje”, disse Mara, sobre a falta de profissionais e de investimentos na educação municipal. Isso nada mais é que o estado “lavar as mãos” e jogar a conta nas costas da juventude e dos trabalhadores.

O Sinsej continuará lutando contra o fechamento de escolas, apoiando os servidores estaduais, junto com a regional Sinte e a União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes). Para o dia 10 de novembro, os trabalhadores em educação do estado em Joinville estão chamados à paralisar. A partir das 16 horas deste dia haverá concentração na Praça da Bandeira. Desde já, todos os servidores estão convidados a participar.

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