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 em Joinville

Na quarta-feira (18/4), os vereadores de Joinville aprovaram o Projeto de Lei Complementar 122/2017, que extingue dezenas de cargos da estrutura da Prefeitura. Exemplos deles são: mecânico de manutenção, almoxarife, agente de laboratório, telefonista, eletricista, técnico de prótese dentária – diversos somente no Hospital São José.

A lei, que deverá ser sancionada pelo prefeito, representa a ampliação da terceirização em Joinville. Foi neste sentido que votaram os vereadores, que ao invés de desempenharem a função de legisladores e fiscalizadores do Executivo, trabalham apenas para o prefeito e para o setor privado da cidade. Não há por parte do governo qualquer comprometimento com a população. O único interesse é o benefício dos poderosos da cidade.

O Sinsej tem alertado que a terceirização encarece os serviços prestados, diminui a oferta à comunidade geral, precariza o atendimento e aumenta a já enorme dívida atuarial da Prefeitura com o instituto de previdência da categoria, o Ipreville.

Mobilização

O ataque ao serviço público de Joinville não é uma prática isolada. Pelo contrário, segue a agenda do governo federal e estadual.

Os servidores de Joinville têm um grande combate pela frente. O projeto que extingue cargos não é imutável. Leis podem ser alteradas a qualquer tempo, a depender da mobilização da categoria. Exemplo são os professores de São Paulo, que bravamente enfrentaram o governo de João Dória (PSDB) e fizeram o prefeito da capital paulista voltar atrás quanto à previdência dos trabalhadores. Outro caso são os servidores de Florianópolis, que em 2017 fizeram Jean Loureiro (MDB) revogar o pacotão de medidas que destruía o Plano de Carreira dos funcionários municipais.

Participe da assembleia de avaliação da Campanha Salarial 2018 dos servidores de Joinville. Será no dia 3 de maio, às 19 horas, no Sinsej.

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