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 em Destaque, Joinville

Responsável por acolher os animais abandonados, o Centro de Bem-estar Animal de Joinville é mais um dos serviços públicos que beira ao caos. Os servidores não têm Equipamento de Proteção Individual (EPI) como luvas adequadas, sapatões, avental, embalagem para descarte de seringas e agulhas e também não recebem soro antirrábico quando necessário. Para os animais, falta analgésicos, carro adequado para transporte, cobertores, ataduras, e até mesmo ração especial para os animais doentes que se alimentam somente disso.

Há ainda o sério problema de estrutura do local que afeta os animais e também os servidores. O esgoto, por exemplo, é aberto e passa no meio do canil. Outro problema no canil são as portas das baias, que abrem para dentro e, com isso, podem colocar em risco os trabalhadores – no caso de algum animal atacar. O teto da lavanderia caiu na última semana, cobras e aranhas venenosas entram no Centro devido o matagal próximo. A máquina de lavar roupa está praticamente inutilizável enquanto a secadora está queimada. Há pelo menos cinco anos a Prefeitura não faz a limpeza da caixa de água.

Além disso, no final de 2017, a Câmara de Vereadores da cidade determinou o recolhimento de galos de rinha, que foram enviados ao Centro e teoricamente já teriam quem os adotasse. Os animais continuam na unidade, fechados em pequenas gaiolas, pois não há quem os adote e nem estrutura para mantê-los no local.

O problema da terceirização

Outro questão séria do Centro é a terceirização das cirurgias. Muitas vezes os animais recolhidos precisam ser operados para se recuperarem dos ferimentos. Apesar de haver estrutura na unidade municipal, a Prefeitura opta por fazer parcerias com clínicas privadas – que não são suficientes para atender a demanda. A terceirização tem ainda outros problemas, como o encarecimento do serviço e o sucateamento da estrutura pública.

Escala de trabalho

Os servidores enfrentam também problemas com a escala de trabalho. A chefia informou que a partir de 11 de maio irá implantar uma nova escala que deveria ser seguida por todos. Até o momento nenhum funcionário teve acesso a esse documento.

O sindicato vai enviar um ofício ao governo solicitando a solução de todas essas questões. Além disso, assim que a escala for distribuída, os diretores do Sinsej voltarão a se reunir com os funcionários para verificar quais as medidas necessárias para resolver a questão.

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