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 em Joinville

Nesta quinta-feira (10/5) ocorreu a terceira reunião de negociação entre o sindicato e a Prefeitura de Joinville sobre a Campanha Salarial 2018. Novamente, Udo Döhler não concordou com NADA. A próxima assembleia acontece dia 24 de maio, às 19 horas, no auditório do sindicato. Esse é o prazo dado pela categoria para que o prefeito atenda as reivindicações. A presença de todos os trabalhadores é muito importante. Apenas a demonstração de força da categoria fará este prefeito respeitar seus trabalhadores.

Como foi a reunião

Para a direção do Sinsej, o que melhor define a atitude desta gestão nas mesas de negociação é que o governo vive em uma bolha, incapaz de enxergar a situação da categoria e da população. Ao lado de todo o secretariado, Döhler utiliza boa parte dos encontros com o sindicato para argumentar que a sua administração é a melhor que a cidade já teve. Por exemplo, o prefeito afirmou hoje que a melhor gestão do Ipreville é a dele – mesmo nunca tendo pagado uma única cota previdenciária patronal em dia. Quanto à Pauta de Reivindicações, nesta quinta foi concluída a leitura e discussão de todos os itens sociais, mas o prefeito continua dizendo não a tudo.

Uma nova reunião está agendada para a manhã de segunda-feira (21/5), mas no primeiro encontro Udo já havia descartado todas as reivindicações econômicas.

Reivindicações da categoria

A inflação oficial (INPC) fechou em 1,69%. Todo trabalhador sabe que este número não corresponde ao aumento real do custo de vida. Por isso, é inadmissível que a Prefeitura se negue até mesmo a discutir esse primeiro ponto da pauta. Além disso, a categoria tem uma defasagem histórica nos salários e exige mais 5% de reajuste. O vale-alimentação, hoje em R$ 296,95, está muito abaixo do custo da cesta básica apurado pelo Dieese, de R$ 425, e isso precisa ser corrigido.

Além disso, há outros pontos essenciais na pauta, como a revogação da portaria que suspende a possibilidade de converter um terço de férias em abono pecuniário, as indenizações e gozo de licença-prêmio e o abono natalino. Também a regulamentação da lotação e transferência dos servidores.

Leia sobre a transferência arbitrária de um diretor do Sinsej
Leia a pauta completa

Os servidores de Joinville conhecem o caminho para conquistar reivindicações. Desde 2010 todos os avanços salariais, aumento do vale-alimentação, gratificações, entre outros direitos, só foram obtidos com muita mobilização. Participe da próxima assembleia.

Saiba como foram as outras reuniões de negociação:

Primeira rodada com Udo encerra sem avanços

Udo Döhler segue negando todas as reivindicações dos servidores

 

Exibindo 2 comentários
  • Rosi
    Responder

    Pq n fazem greve??
    Qdo foi com o Carlito o sindicato não pensou duas vezes p fazer greve…
    Detonaram um prefeito que dialogada e pagava melhor que o UDO
    Com a greve detonaram o Carlito em jll não deram nem oportunidade para um segundo mandato.
    Agora o servidor ta amargando
    Nem o IPREVILLE paga em dia .
    O plano de saúde abandonou
    Agora dano
    Vai custar pra direita ganhar nessa terra de reaça

    • Sinsej
      Responder

      Rosi
      O Sinsej sempre esteve disposto à lutar pelos servidores, independente da sigla política no governo. O governo Carlito não foi um governo de diálogo nem de avanços para a categoria, assim como também não o é o governo Udo. Historicamente, nada é dado de graça aos trabalhadores neste sistema, independente dos políticos da vez que estejam administrando o Estado. Apenas a unidade, organização e luta da classe conquista avanços. Neste momento, os servidores de Joinville estão em campanha salarial e têm uma paralisação marcada para dia 30/5, devido ao não avanço nas mesas de negociação. A decisão de realizar ou não greve, cabe a todos os trabalhadores reunidos em assembleia. Participe.

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