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Decisão foi tomada em assembleia que lotou o Clube Ginástico hoje | Foto: Francine Hellmann

Decisão foi tomada em assembleia que lotou o Clube Ginástico hoje | Foto: Francine Hellmann

Os servidores de Joinville entram em greve a partir de segunda-feira (18/6). A decisão foi tomada em assembleia na manhã de hoje, dia em que a categoria encontra-se paralisada. Após seis rodadas de negociação, a proposta da Prefeitura foi considerada inaceitável. O presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter destaca ainda as práticas de assédio moral e perseguição na Prefeitura chegaram a um limite insuportável. “Não resta alternativa aos trabalhadores senão cruzar os braços”.

Na segunda-feira, os comandos de greve serão organizados a partir das 7 horas, no Sinsej. Às 9 horas, haverá um ato em frente à Prefeitura, independente das condições climáticas.

O que os servidores pedem?

Udo propõe reajustar os salários em apenas 1,69% e somente em agosto. A categoria pede a reposição da inflação mais 5% para compensar perdas salariais acumuladas ao longo dos anos. Também quer respeito à data-base, que é 1º de maio. Em relação ao vale-alimentação, os servidores consideram justo um aumento que alcance o valor da cesta básica apurado pelo Dieese, de R$ 425. A Prefeitura, por sua vez, oferece R$ 310 – hoje esse benefício é de R$ 296,75.

Outras questões, que para os trabalhadores são tão ou mais importantes, foram totalmente ignoradas pelo governo. É o caso da retomada da licença-prêmio e da venda de um terço de férias, direitos estatutários que foram cortados há três anos por meio de uma simples portaria. Outro ponto relevante é a regulamentação de lotação e da transferência, sem a qual os trabalhadores estão constantemente sujeitos a punições políticas e assédio moral.

Para o magistério, há um grave problema com a aplicação do um terço de hora-atividade. Essa é uma lei federal de 2008, que é desrespeitada até hoje no município. Em 2014, a Prefeitura se comprometeu a implementá-la, de forma escalonada, até 2019. Agora, às vésperas de se completar o prazo, Udo Döhler propõe computar os 15 minutos de recreio para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I. Já para os professores do Ensino Fundamental II, o governo quer contar a diferença entre a hora-aula de 48 minutos e hora-relógio de 60 minutos para completar as horas-atividade devidas. Para o Sinsej, está é uma manobra absurda, que visa não garantir o direito devido.

Há ainda várias outras questões importantes na Pauta de Reivindicações 2018.  “Está na hora de reconquistarmos os direitos que foram retirados nesta gestão”, disse Ulrich. “Está na hora de lutar por melhores condições de vida, por melhores condições de trabalho”.

O Sinsej solicita a compreensão da comunidade e convida todos os trabalhadores de Joinville a participar das atividades da greve para ajudar a defender o serviço público municipal.

Exibindo 2 comentários
  • Orlando Soares Gonçalves
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    A greve é um instrumento legal. Porém saúde educação e segurança pública jamais. Os servidores têm razão, mas a população não pode ser prejudicada em hipótese nenhuma. Quem já ouviu falar em greve dos vereadores e assessores políticos?.

  • Adriano Leal
    Responder

    Não devemos aceitar calados as nomeações de cargos de confiança e gastos em publicidade, que são destinos de verba em acesso! Este governo foi um enorme erro!

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