Francine Hellmann (3)

Categoria decidiu pelo encerramento do movimento | Foto: Francine Hellmann

Acabou hoje (21/6) a greve dos servidores municipais, iniciada na última segunda-feira. Os quatro dias de movimento demonstraram consciência e maturidade da categoria. Eles resultaram nos seguintes avanços:

  • Respeito à data-base, com reajuste de 1,69% retroativo a maio de 2018.
  • Reajuste do vale-alimentação, passando dos atuais R$ 296,75 para R$ 310, também retroativo a maio de 2018.
  • Criação de mais um nível de progressão por acesso na carreira do magistério, contemplando a possibilidade de doutorado.
  • Criação de mais um nível de progressão por antiguidade para o magistério, ampliando em um quinquênio no final da carreira.
  • Extensão da Gratificação de Interiorização aos Agentes Comunitários de Saúde (que varia entre R$ 83 a R$ 147).
  • Retorno do abono natalino, direito estatutário que o governo suspendeu há três anos.
  • Flexibilização do registro do ponto biométrico em cinco minutos.
  • Extensão aos servidores temporários dos períodos de licença aplicáveis aos servidores estatutários (paternidade – 20 dias, falecimento – oito dias, casamento – oito dias, doação voluntária de sangue – um dia a cada seis meses).

Decisão democrática e consciente

A avaliação do Conselho de Greve, que se reuniu às 8 horas de hoje no Sinsej, foi de que a proposta era insuficiente. No entanto, diante do número de servidores paralisados e das perspectivas de crescimento relatadas pelos representantes de locais de trabalho, a maior parte dos presentes decidiu que era momento de encerrar a greve. Essa foi a posição defendida pela direção do sindicato na assembleia e acatada pela maioria dos trabalhadores.

Para o Sinsej, é importante frisar a consciência e a democracia com que essa decisão foi tomada. A cada greve tem crescido o número de servidores que se engajam nos comandos, opinam abertamente nas reuniões e votam com propriedade. Essa elevação de qualidade da discussão política entre os trabalhadores é o maior ganho de qualquer movimento e certamente se reverterá em quantidade no próximo período.

Os servidores que participaram da greve são a parcela mais avançada da categoria. Por isso, carregam a responsabilidade de retornar ao trabalho de cabeça erguida e explicar pacientemente aos colegas que o movimento foi vitorioso, mas que poderia ter sido ainda melhor com um número maior de participantes.

Ulrich Beathalter, presidente do Sinsej, frisou na assembleia de hoje que é preciso continuar construindo o movimento. “Não tem arrego na luta contra a Prefeitura, não existe uma vitória, uma greve definitiva, existe uma guerra de classe permanente e nós vamos ter que travar muitas batalhas”, disse. “Por isso, precisamos fortalecer nosso exército”.

Dias paralisados

Os servidores que entraram em greve e foram para a luta saem mais uma vez sem nenhum prejuízo na carreira ou desconto salarial. A paralisação de 30 de maio e o dia de hoje (21/6) foram totalmente abonados. O restante do período parado poderá ser reposto em até 90 dias. Além disso, trabalhadores que ainda não conseguiram repor as horas da greve de 2017 poderão fazê-lo no mesmo período. Essa foi uma importante conquista, que preserva as forças da categoria para os próximos embates.

Exibindo 25 comentários
  • Servidor indignado
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    Olá! Gostaria de compreender melhor um item citado na nova proposta. Segue o trecho que não compreendi:
    “e flexibilizar o ponto em cinco minutos.”
    Na IN 01/2017 existe o seguinte item abaixo:
    “8. Atrasos
    Serão tolerados atrasos de 5 (cinto) minutos.”
    Este item não foi retirado da IN 01/2017 depois da decisão liminar do juiz Roberto Lepper.
    O que seria esse “flexibilizar”?
    Obrigado.

  • Servidor indignado 2
    Responder

    Nunca foi retirado essa tolerância de 5 minutos. Não porque o sindicato lutou por isso???

    • Sinsej
      Responder

      Olá, Cidral

      Na portaria 3807/2018 a Prefeitura suprimiu esse direito. Cada minuto de atraso deveria ser compensado em dobro para o servidor não ter desconto.

      • Servidor indignado
        Responder

        Ola. Lendo a Portaria 3807/2018 a mesma não cita, retira ou altera o item 8 da IN 01/2017 que diz

        “8. Atrasos
        Serão tolerados atrasos de 5 (cinto) minutos.”

        Gostaria de compreender melhor o caso, pois percebo que na Sede da PMJ estão usando de vários artifícios para intimidar os servidores a não baterem mais o ponto antes do seu horário de entrada pois ira gerar banco de horas.

        Eu mesmo já tive pedidos de banco de horas para adicionar horas em BH referente a estes minutinhos que chegamos antes (10, 8, 5 minutos) e foi registrado como indeferido no sistema SEI. O juiz Roberto Lepper não disse que era direito recebermos estes tempos?

        O argumento que as chefias estão usando é que deve haver o prévio acordo (antecipado) no processo eletrônico SEI. Mas aí pergunto? Como combinar isto via SEI antecipadamente, sendo que estou chegando para trabalhar e estes minutos podem variar todos os dias, visto que estou no fluxo normal de chegada para trabalhar?

  • Ademar
    Responder

    Ola mandaram hoje apos a greve,o seguinte aviso(conforme orientação do secretario de gabinete, os funcionários do vespertino, noturno,que não comparece ao trabalho sera considerado falta injustificada, pois a greve terminou de manhã, não justica,não voltar a trabalha.

    • Sinsej
      Responder

      Olá, Ademar

      Qualquer aviso de que quem não voltou ao trabalho no dia 21 no período da tarde será descontado e terá falta injustificada é assédio moral, pois o dia foi abonado segundo o acordo firmado entre a Prefeitura e o sindicato, após a aprovação na Assembleia.

  • Agente Administrativo
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    Um sindicato que representa apenas os Professores e Agentes Comunitários. Toda Greve é assim, por isto nunca vão conseguir adesão maior, não luta por por todos. Só consegue benefícios para professores, claro, sindicato formado por professores. Uns 2 ou 3 anos atrás, Agentes Administrativos pararam, mas não foram beneficiados em nada e ainda foram perseguidos, depois do que aconteceu nenhum Agente Administrativo da Prefeitura para mais. Não adianta fazer greve para só professor ganhar.

    • Sinsej
      Responder

      Olá, Antonio

      Você está equivocado. Se você conferir a pauta de reivindicações construída pela categoria, há diversos itens que atendem as demandas dos servidores que participaram da construção da pauta. Foram realizadas inúmeras reuniões para essa finalidade. Entre os itens que atendem ao conjunto da categoria podemos citar:

      Revisão dos vencimentos pelo INPC acumulado no período de 1º de maio de 2017 a 30 de abril de 2018.
      Reajuste de 5%, de modo a recuperar parte das perdas salariais históricas da categoria.
      Revisão mensal dos vencimentos pelo INPC (gatilho salarial).
      Reajuste do valor do vale-alimentação para o mesmo valor da cesta básica apurado pelo DIEESE (R$ 425).
      Regulamentação da jornada de 30 horas semanais, sem redução de salário.
      Revogação da portaria que suspende a possibilidade de converter um terço de férias em abono pecuniário, as indenizações e gozo de licença prêmio e o abono natalino.
      Contratação imediata e abertura de concurso para suprir a demanda nas unidades.
      Eleição direta para diretores e coordenadores de unidades, com o fim da indicação político-partidária.
      Regulamentação da lotação e transferência dos servidores, conforme projeto apresentado pela categoria.
      Revogação da extinção de cargos.
      Apresentação de proposta imediata para o atendimento da saúde dos servidores, com garantia de consultas, exames, cirurgias e internações.
      Revisão do Artigo 51 da Lei 266/2008, com a revogação da Instrução Normativa 001/2017 SGP/UAP.
      Revisão do Calendário 2018 (Geral e Escolar).
      Pagamento imediato da dívida da prefeitura com o Ipreville e o fim dos parcelamentos com o Instituto.
      Garantir EPI e uniforme para os servidores.

  • Servi(com)dor
    Responder

    Em um quadro de 10.582 servidores públicos efetivos, uma greve tem que ter adesão de pelo menos metade desse total. Isso sim seria a maioria. Então, se a maioria não é favorável à tais greves, por que todo ano ela é deflagrada? Virou um evento com um enredo mais do que previsível. Mesmos finais já conhecidos. É muito simples e fácil para o SINSEJ defender longas greves gerais, quando o pagamento dessas horas não recaem sobre os próprios integrantes. Nada mais é proposto. Não conseguem nada (ganhos irrisórios), culpam os próprios servidores pela proporcionalidade da adesão (sempre pequena e diminuindo), desaparecem por um ano e reaparecem em abril com o mesmo e velho discurso ineficaz. E o governo municipal sempre saindo no lucro.
    Esse ano o SINSEJ apunhalou quem aderiu às tais Assembleias. Duas sem descontos foram acordadas com a Prefeitura, mas cinco foram realizadas (30/05, 07/06, 15/06, 20/06 e 21/06). Falta de ética por ânsia de adesão. Vendeu todas as paralisações como sendo essas duas Assembleias acordadas. Enquanto os servidores traídos agora precisam pagar essas horas, os integrantes do SINSEJ nem ao menos os convidam para tomar um chopp na OPA BEER.

    • Sinsej
      Responder

      Olá,
      Iniciamos a Campanha Salarial em março de 2018. Durante este período realizamos reunião com o Conselho de Representantes para discutir a pré-pauta da Campanha. Realizamos a assembleia geral que aprovou a pauta, e encaminhamos para o executivo. A pauta, que está disponível mo site do Sinsej, contempla as reivindicações de toda a categoria sem privilegiar nenhum setor. Durante as reuniões com o executivo são elencados e discutidos todos os pontos da pauta, os itens que são objeto da proposta do executivo são apreciados em assembleia da categoria e é esta a instância que decide se acata ou não a proposta e deflagra a greve. Todas as paralisações e assembleias, assim como os dias parados relacionados à greve são negociados somente ao final do movimento. Foi o prefeito que afirmou que abonaria os dias 30/05 e 07/06 e não cumpriu sua palavra. A greve foi deflagrada no dia 15/06 e todos os atos realizados a partir desta data estão dentro do contexto da greve. A proposta da prefeitura foi de abonar o dia 30/06 e o dia 21/06 e a reposição dos demais dias que perfazem um total de cinco dias, não existe falta injustificada, pois as horas serão respostas. Além disso, não é verídico dizer que o sindicato só aparece nos locais de trabalho no mês de abril. Fazemos visitas regulares todos os meses do ano e em especial durante a campanha salarial, onde sempre discutimos e alertamos a categoria sobre os problemas e necessidades em cada setor de trabalho. Sempre que tivemos movimento, tivemos ganhos, mesmo que mínimos. Se fizermos as contas, por exemplo, se recebêssemos a inflação somente em agosto perderíamos a cada R$ 1.000 de salário o valor de R$ 67,60, é só fazer as contas. Também desde 2010, quando assumimos a direção do sindicato, nunca tivemos reajuste abaixo da inflação, isto por que esta direção é combativa e chama a categoria para defender seus direitos e a qualidade no serviço público.

      Participe das atividades realizadas pelo Sinsej e ajude na mobilização e luta da categoria.

    • GEUZA TORRES
      Responder

      A Opa é um local público, e qualquer um pode frenquentá-lo. Nota fiscal e extrato bancário provam que o dinheiro gasto em momentos com amigos é por conta de cada um, particular; ou está querendo dizer algo com esta frase? Me senti ofendida pois ja fui lá varias vezes com meu marido e meu filho e o que pagamos é fruto do nosso trabalho diário, e quanto as horas de greve, sempre paguei pois entendo que ao aderirmos ao movimento podemos sim ter ganhos ou perdas, movimento este que é fundamental para contra-atacarmos os desmandos da gestão. No entanto, é mais “bonito” participar ao invés de ganhar nas costas dos outros. Quem não participa e não tem conhecimento fica postando essas besteiras aí. Participe mais colega, traga suas idéias inovadoras para as Assembléias da Categoria, e se não lhe interessa as conquistas a partir de 2010, pode transferir pra minha conta ….

      “Historicamente, foi a unidade, a organização e a luta que
      garantiu todos os direitos dos trabalhadores”

      Fonte: http://www.sinsej.org.br/documentos/jornal-do-sinsej/

      #PRONTOFALEI #SERVIDORNARUAUDOACULPAÉSUA #VERGONHAÉTANTAQUENÃOSEIDENTIFICANÉ

  • Vera Regina Ehlke
    Responder

    Vamos receber o reajuste no próximo mês ou só em agosto?

    • Sinsej
      Responder

      Olá, Vera

      O reajuste deverá sair em agosto, pois será enviado projeto de lei para aprovação na Câmara de Vereadores. Mas será retroativo ao mês de maio.

  • Luciara Wissel
    Responder

    Olá, não entendi esse ítem: “Criação de mais um nível de progressão por antiguidade para o magistério, ampliando em um quinquênio no final da carreira.”

    • Sinsej
      Responder

      Olá, Luciara

      Atualmente, o magistério recebe um adicional de 3% a cada cinco anos de trabalho – o quinquênio. Porém, havia uma limitação de cinco progressões, até os 25 anos de carreira. O que a Prefeitura fez foi aumentar em mais uma progressão, até os 30 anos de carreira.

  • Adriano Custódio do Pilar
    Responder

    Bom dia,gostaria de saber por que o aumento proposto pela prefeitura e aceito pelos servidores, levam em consideração um indice de inflação de 1,69%, quando o indice oficial de 2017 passou de 2%?

    • Sinsej
      Responder

      Olá, Adriano

      Como nossa data base é maio, o índice refere-se ao acumulado entre maio de 2017 a maio de 2018. Considerando que pelo menos em três meses de 2017, tivemos deflação, a soma dos 12 índices fechou em 1,69, entretanto temos pleno acordo de que esse índice não recompõe a defasagem salarial da nossa categoria.

  • Vanessa
    Responder

    Boa tarde, tivemos uma assembleia no dia 15/06 também, como ficou a situação desse dia?
    Obrigada.

  • Sandro alves de lima
    Responder

    Sou prof readptado tenho direito a um quinquenio ano que vem que vou fazer 30 anos de servico?

  • Cadê minhas horas
    Responder

    Boa tarde… o que está acontecendo com nosso banco de horas? Mês passado nosso agente administrativo recebeu o relatório do pessoal, eu tinha 8 horas no banco. Agora, no informativo que ele tirou pro pessoal desse mês eu tenho três horas? Não gastei horas do meu banco, por que elas foram surrupiadas? Quem as embolsou?

    • Sinsej
      Responder

      Djanira,
      Quem pode esclarecer o que houve é a sua chefia direta ou o próprio RH.
      Como é o RH que administra o banco de horas, eles têm a devida explicação, já que tem como consultar o processo que se deu no seu caso.
      Se tiver problemas que a chefia não consiga resolver, nem o RH, nos procure.
      Atenciosamente

  • Nara
    Responder

    Não entendi o ítem retorno do abono natalino. Esse abono não é o décimo terceiro? Como assim foi retirado há três anos?

    • Sinsej
      Responder

      Olá, Nara

      Não é o décimo terceiro. Trata-se de um abono que havia sido retirado na mesma portaria que suspende a licença-prêmio e a venda de um terço de férias. Abraço.

  • ANDRÉA
    Responder

    Recebi um e-mail dizendo “A Prefeitura de Joinville, por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas, comunica que o pagamento do auxílio alimentação referente ao mês de julho de 2018 será creditado em 18/07/2018.
    Hoje quando conferi o valor, notei que foi depositado apenas R$ 301,97.
    Não era para ser R$ 310,00?

    • Sinsej
      Responder

      Olá, Andréa

      O projeto que reajusta o vale só foi aprovado ontem (17/07) na Câmara. O valor que recebido é somente o reajuste de 1,69%. O próximo crédito vem com o valor correto, R$ 310, retroativo à maio.

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