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Fotógrafo sul-africano registra imagens da desigualdade social vista de cima - essa é de Joanesburgo, África do Sul | Foto: Johny Miller

Fotógrafo sul-africano registra imagens da desigualdade social vista de cima – essa é de Joanesburgo, África do Sul | Foto: Johny Miller

Em pouco mais de 200 anos, o sistema capitalista tornou-se, do ponto de vista coletivo, um enorme empecilho para a resolução dos problemas gerais dos seres humanos. Nesse período a destruição do meio ambiente aumentou exponencialmente, doenças que deveriam estar erradicadas desde a Idade Média continuam ameaçando e matando cada vez mais, a fome e a miséria atingem mais de um bilhão de pessoas, as mais de 65 guerras espalhadas pelo mundo expulsaram quase 70 milhões de cidadãos de seus lares (a maior tragédia humanitária da história e que cresce a cada dia)…

A humanidade desenvolveu tecnologias fantásticas. Temos uma rede invisível que leva informação, imagem e som a todos os cantos do mundo instantaneamente. Temos sondas espaciais viajando pelo Universo. Ao mesmo tempo, aumentamos o número de famintos e doentes. Os empregados trabalham hoje mais do que há alguns anos, enquanto aumenta o número de indivíduos sem emprego. Apenas um pequeno grupo (menos de 1% da humanidade) melhorou sua condição de vida. Esses senhores acumularam tanta riqueza que lhes permite viver em luxos jamais imaginados pelos maiores reis da história. A riqueza de seus conglomerados empresariais é maior que o PIB da maioria dos países. Esses homens e mulheres têm hoje o poder de decidir o destino de bilhões de seres humanos. Esse grupelho manda destruir a aposentadoria dos trabalhadores, sugam as riquezas dos países, por meio do pagamento de juros e amortização da “dívida pública”, mandam cortar direitos trabalhistas, diminuir salários e benefícios de todos os trabalhadores. Esperam, com isso, aumentar ainda mais seu patrimônio. Esse pequeno grupo de privilegiados, obviamente, conta com ajuda de uma multidão de políticos, juízes e uma massa de iludidos para poder impor suas vontades. Vendem a ideia de que “é possível vencer na vida”, e assim cooptam muita gente para a defesa das suas ideias.

As pessoas já perceberam como o sistema funciona. E é por isso que mais da metade dos eleitores não tem candidato nas próximas eleições. “Caiu a ficha” de que votar para que continuem administrando esse sistema é uma cilada. Apesar das variantes dos discursos, de maneira geral os candidatos disputam entre si quem será o melhor capataz dos interesses dos capitalistas.

É preciso pensar e agir fora do quadrado. Outra sociedade é possível. Se a humanidade foi capaz de revolucionar o sistema feudal, é capaz de revolucionar também o sistema capitalista, acabando de vez com a propriedade dos grandes meios de produção, anulando as divisões dos seres humanos em classes sociais e construindo uma nova sociedade, em que todo o esforço produtivo seja empregado para resolver os problemas das pessoas e não para acumular lucro para um patrão. Se continuarmos sonhando sozinhos com essa nova sociedade, não passará de um sonho.  Mas se nos unirmos, sonharmos e organizarmos juntos, então poderemos viver essa nova realidade.

Comentários
  • Filipi
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    Sou a favor da volta do imperialismo, grandes sistemas imperiais seguem como países de 1° mundo em qualidade de vida. Exemplo de Inglaterra, Austrália, Japão… E nem por isso temos exemplos de tirania. Essa questão de sistema igualitário e socialista também já caiu por terra igual ao capitalismo, já vimos que Russia e cia não são capazes de reger a voracidade de ambição do ser humano. No meu ponto de vista precisamos de alguém sábio com verdadeiro amor a nossa pátria querida e pulso firme em decisões evitando toda essa corrupção. Nosso país possui proporções imperiais, sendo o grande alimentador do mundo como um todo, pois 30% de toda alimentação mundial sai daqui e ainda mais riquezas a serem exploradas. O futuro está aqui e não na Europa!

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