14937264_653541061491221_3207532673030561061_n Em meio à campanha eleitoral, sobram planos e promessas de valorização da educação. Porém, na prática, o que acontece é um verdadeiro desmonte promovido pelo governo Temer, com o consentimento do Congresso Nacional, do Senado e dos mesmos partidos que agora se lançam na disputa por cargos políticos para o próximo período.

Após sucessivos cortes orçamentários e a aprovação da Emenda 95, que congelou os gastos públicos por 20 anos, o cenário que vemos na educação brasileira é desalentador. O Brasil está preso a um baixíssimo patamar de investimentos até 2037. O orçamento do Ministério da Educação para 2019 é praticamente igual ao de 2017: R$ 108 bilhões.

Para economizar, o governo federal mudou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), autorizando os estados a aplicar parte do orçamento em ensino à distância (EAD), inclusive em plataformas privadas.

A BNCC, longe de ser fruto de discussão aberta, ampla e com envolvimento de diversos setores da sociedade, está sendo empurrada goela abaixo: flexibiliza conteúdos (só português e matemática são disciplinas obrigatórias no Ensino Médio), fecha escolas, reduz vagas para professores formados, barateia a mão de obra, enfim, cumpre a cartilha perversa do mercado, em detrimento da qualidade de ensino público ofertado aos filhos dos trabalhadores.

Não bastasse, a articulação com setores fundamentalistas (Escola “Sem Partido”) leva para dentro da escola um debate conservador e autoritário, fazendo a educação retroceder em pautas que antes promoviam a discussão de gênero, orientação sexual, a tolerância e o combate ao preconceito e à violência.

Educadores podem resistir! O Sinsej defende a revogação total da Reforma do Ensino Médio e da BNCC e quer promover o diálogo com toda a sociedade sobre o significado dessas medidas. Participe. Venha integrar a luta contra a destruição da educação pública.

A atividade será no dia 10 de outubro, às 19 horas, na sede do sindicato. O debate será conduzido pela doutoranda em letras da Universidade Federal de Santa Catarina Thaís Tolentino.

 

*Atualizado em 3/10 de setembro, às 8h50.

Comentários
  • Margareth Fietz
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    O que dava asco era que diziam que seria nos moldes das escolas americanas, onde o aluno tem as disciplinas obrigatórias porém,monta a sua grade de acordo com seus interesses.Isso nunca me enganou pois, não temos estrutura para bancar o modelo que seria maravilhoso mas com estrutura,professores capacitados, salários mais dignos entre outros.A Educação vem sendo destruída já faz tempo, não foi só após a entrada do Temer.Quando a Sra Dilma estava no governo,havia grandes encontros dos professores para a discussão das mudanças nos Ensinos Fundamental e Médio.Sabiamos,que o que queriam, já estava pronto e depois só iriam nos servir como um prato requentado e dizendo que ajudamos a preparar. Os governantes sujos que temos no Brasil querem acabar com a Educação porque não dá lucro(no pensamento deles). Não e uma prática apenas do Desgoverno Temer- MDB e sim de todos os partidos PT que esteve bem juntinho com MDB e os outros das famigeradas alianças políticas. Não exite apenas um culpado.Se tivéssemos deputados e senadores que trabalhassem por nós,o Povo,duvido que MDB,PT,PSDB,PSD,PP e todos os partidos não citados não derrubaram essas intenções desastrosas para nós e o País.Os que realmente têm força política, não querem o progresso.

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