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 em Joinville

O Sinsej recebeu mensagens de trabalhadores da Whirlpool, denunciando prática de assédio e flagrante desrespeito à legislação e ao bom senso. Segundo os trabalhadores – cuja identidade obviamente será preservada – a empresa suspendeu os ônibus do horário das 13h30 para este próximo sábado, dia 29, remarcando o horário de saída para 15h30. Com isso, obriga todos os trabalhadores a duas horas extras, num sábado, sem qualquer possibilidade de contraponto da categoria.

Entenda o caso

Nos sábados, o horário de saída dos operários é às 13h30. Porém, para que isso se concretize, os trabalhadores necessitam que os ônibus que os levam para casa de fato saiam da empresa nesse horário. Para obrigar os trabalhadores a cumprirem duas horas extras, a empresa, sem aviso prévio e sem negociação, cancelou a saída dos ônibus às 13h30, remarcando esse horário para às 15h30. Uma prática arbitrária, ilegal e desumana – que remete aos primórdios do capitalismo, quando os trabalhadores não tinham jornada fixa nem máxima de trabalho. Mesmo com a Reforma Trabalhista, nenhum trabalhador pode ser constrangido ao regime de hora extra de trabalho. Quando praticado de forma coletiva, como no caso em questão, a afronta se torna ainda mais desmedida

Solidariedade de classe

Apesar de não constituir a base legal de representação do sindicato, o Sinsej não pode se calar numa situação dessas. Por isso, manifesta seu total apoio aos operários da Whirlpool e lembra que a saída para os problemas da nossa classe está na unidade, na organização e na luta coletiva. A cada ataque dos patrões, uma reação na mesma medida deveria ser tomada coletivamente. Só assim preservaremos nossas condições de vida e de trabalho, nossos direitos, salários, nossa aposentadoria. Orientamos os trabalhadores a se organizarem, a partir do seu local de trabalho e junto ao seu sindicato, para enfrentar essa e qualquer medida impositiva e injusta que se apresente.
À empresa, dirigimos nosso repúdio pela decisão. Apelamos para que a Administração da Whirlpool reveja o encaminhamento, preservando a jornada e a rotina de trabalho dos operários. Às autoridades competentes, solicitamos que sejam tomadas as medidas necessárias para impedir a consumação do fato e, na ocorrência deste, para a punição dos responsáveis.

Trabalhador não é máquina, produto ou mercadoria. Exigimos respeito às condições de vida e de trabalho.

Exibindo 2 comentários
  • Agente administrativo
    Responder

    Enquanto isso no serviço público:

    Danos morais são as perdas sofridas por um ataque à moral e à dignidade das pessoas, caracterizados como uma ofensa à reputação da vítima. Qualquer perda que abale à honra pode ser caracterizada como dano moral.

    Entenda o que aconteceu:

    Agente administrativo foi transferido após ser julgado inocente no qual foi acusado de envolvimento com menor num processo administrativo. Diretora de escola acusou-o de envolvimento com menor. Tentou fazer por três vezes um boletim de ocorrência contra o servidor de 18 anos de carreira dentro da educação. Diretora sequer quis ouvir o agente administrativo para averiguação dos fatos. Ela simplesmente ouviu o aluno. Nem sequer teve o trabalho de visualizar as câmeras da escola. Foi  clara a manifestação de prejudicar o servidor. Agravante, a diretora levou o menor para o apartamento de veraneio do agente administrativo, sem a sua autorização no recesso de julho. Diretora chamou os pais do menor, contou apenas o que o menor falou para ela. Pai revoltado com a situação, fez um BO contra o agente administrativo, ameaçou o servidor, que não pode ir nem na audiência do PAD para se defender, orientado pelo presidente da comissão o agente administrativo foi dispensado, pois estava correndo risco de vida. Nesse dia o servidor teve uma falta injustificada, pois não apresentou o documento de comparecimento. Para penalizar mais o servidor, este terá mais sete dias descontados do seu salário, além da transferência, pelo fato que o secretário de educação está descumprindo uma determinação do procurador do município, que sequer fala na sua decisão, em transferência. O aluno já foi transferido da escola.
    Qual a penalização para a diretora?
    Até quando vamos ficar sobe o comandos dessas diretoras sem capacidade nenhuma?

  • Agente administrativo
    Responder

    O que não pode

    No novo regulamento das escolas municipais de Joinville, divulgado na quinta-feira, há 14 proibições aos alunos. Na lista, está a prática de bullying e ciberbullying, utilizar celulares ou comer guloseimas na sala de aula, promover “qualquer tipo de campanha” ou atividade sem autorização da direção, alterar o modelo do uniforme escolar, entre outras proibições. 

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