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Ulrich Beathalter

Não há meio termo! Se quisermos manter os nossos direitos e o serviço público, é preciso fazer uma grande Greve Geral neste país – e por tempo indeterminado. Nenhuma medida judicial, burocrática ou administrativa será capaz de impedir os grandes banqueiros, empresários e latifundiários de irem até as últimas consequências para tirar tudo que os trabalhadores conquistaram com décadas de luta organizada.

Tramita no Congresso Nacional a nova proposta de Reforma da Previdência. O projeto de Guedes/Bolsonaro é muito pior que o de Temer. Mulheres e servidores públicos são os mais atingidos. Longe de combater os verdadeiros privilegiados, a intenção do governo é destruir a perspectiva dos jovens e trabalhadores de um dia se aposentarem. Ao mesmo tempo, transforma o sistema previdenciário num grande “negócio” para os banqueiros colegas do super Ministro Paulo Guedes.

Além disso, a equipe econômica não esconde sua sanha em lançar uma nova Reforma Trabalhista, que vá mais longe no corte dos direitos dos trabalhadores. Para Guedes, a legislação trabalhista deve se aproximar da informalidade, ou seja, deve deixar de existir. Nada de garantias formais aos trabalhadores. Liberdade total para os “coitados” dos patrões explorarem ao máximo a mão de obra disponível, a fim de manter e aumentar os lucros de seus negócios.

Professores são os vilões do momento. Não bastasse o histórico de descaso, baixos salários, pífios investimentos, precárias condições de trabalho – agora se tornam, na visão do novo governo, os verdadeiros culpados por todos os problemas da humanidade. Além de sermos acusados de aliciar crianças e jovens com conteúdo partidário, promover o desvirtuamento moral e sexual dos alunos, agora também somos alvo de teorias conspiratórias que nos acusam de corrupção. O próprio presidente da República anunciou via Twitter (seu gabinete virtual de governo) uma espécie de “Lava-jato” para a Educação. Questiona os “gastos elevados” com educação no Brasil, o que já mostra sua disposição de cortar mais ainda os investimentos no setor.

Este é um daqueles momentos da história em que não é possível titubear. O Judiciário já deu mostras de que lado está. Deputados e senadores, como sempre, correm para barganhar com o governo. Fala-se em negociatas que envolvem milhares de cargos e milhões por deputado. Tudo para ganhar o voto e saquear ainda mais o povo já sofrido. Por isso não se pode mais acreditar em medidas judiciais ou emendas legislativas ao projeto. Nada de bom tem vindo do Judiciário ou do Poder Legislativo. Assim como sempre na história, precisamos confiar em nossas próprias forças. É com a Unidade, Organização e Luta da classe trabalhadora e da juventude que vamos barrar esses ataques.

Dia 22 de Março é o início do combate. O Sinsej mais uma vez sai na frente, sendo o primeiro sindicato do estado a chamar o Dia de Paralisação contra o desmonte da Previdência. Mas não paramos aí. Precisamos fazer um grande ato no dia 22, que force as centrais sindicais e os outros sindicatos para juntos iniciarmos uma Greve Geral por tempo indeterminado, até a retirada de todos os ataques. Fique atento à programação. Discuta em seu local de trabalho. Chame a direção do sindicato sempre que preciso. Venha lutar pelo nosso futuro, pelo futuro de nossos filhos e netos.

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