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 em Joinville

Museu do Sambaqui tem infiltrações, rachaduras e uma sala interditada | Foto: Aline Seitenfus

Cerca de um mês depois do desabamento do teto da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (Sama), ocorrido em 28 de fevereiro, a Prefeitura de Joinville continua a demonstrar a extrema negligência com a situação precária de diversas unidades de trabalho. O caso mais recente foi denunciado pelos servidores do Museu Arqueológico do Sambaqui. O local tem diversas infiltrações e sala fechada devido ao ambiente insalubre. Além disso, na última enchente (15/3) que ocorreu na cidade, ficou novamente embaixo d’água.

Esta não é a primeira vez que o Sinsej denuncia o descaso com o Museu, que guarda cerca de 45 mil peças da história pré-colonial de Joinville. Em 2015 a unidade foi interditada devido a outra enchente. Muitos materiais de extrema importância foram, literalmente, por água a baixo.

Estruturas Precárias

Há anos, o Sinsej tem denunciando a precariedade das estruturas públicas no município. No dia 22 de fevereiro, servidores do Centrinho Luiz Gomes paralisaram suas atividades devido a infiltrações e goteiras. Em 2016 e 2017 os servidores da Policlínica Boa Vista se mobilizaram para exigir do governo o conserto da caixa d’água. O local também tinha goteiras, infiltrações e rachaduras e havia risco de desabamento.

Além dos problemas de estrutura das unidades, os funcionários da Prefeitura sofrem cotidianamente com a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Foi esse o motivo de paralisação das Sub Prefeituras, em 2017, que levou a uma greve de toda a categoria em outubro do mesmo ano.

Campanha Salarial 2019

No dia 22 de março os servidores de Joinville aprovaram a Pauta de Reivindicações 2019. Um dos principais pontos é a precariedade dos locais de trabalho. A categoria deve se preparar e se mobilizar por essa reivindicação.

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