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Servidoras e servidores aderem à paralisação nacional e participam do ato na Praça da Bandeira em defesa da aposentadoria e contra os cortes na educação pública, unindo-se a estudantes e outras categorias na luta em defesa de nossos direitos.

Os ataques ao ensino público têm sido constantes. Em apenas um semestre o governo federal já cortou cerca de 25% das verbas da educação. Segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, estavam previstos R$ 23,699 bilhões de verbas para o setor. Com o corte, os recursos disponíveis para gastos com custeio e investimentos em Educação caíram para R$ 17,793 bilhões. Os recursos englobam desde os investimentos em universidades federais até compra de insumos básicos para o funcionamento dos serviços públicos.

E as maldades não param por aí! A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2019 segue sua tramitação agora no Senado e, se for aprovada, irá condenar a maioria da população brasileira a uma velhice miserável e sem acesso a aposentadoria. Isto porque a Reforma atenta contra o direito à aposentadoria em três pontos fundamentais: 1. Ela dificulta o acesso ao impor regras cruéis e desumanas, como a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens; 2. Ela reduz o valor do benefício, já que prevê a média de 100% dos salários e não mais das 80% melhores remunerações; 3. Prevê que para ter acesso a aposentadoria integral é preciso que os homens contribuam por 40 anos e as mulheres 35 anos.

Para a presidenta do Sinsej Jane Becker o projeto do governo em acabar com o serviço público, privatizando a educação, a saúde, a assistência social e a aposentadoria irá transformar o Brasil em um país de miseráveis. “Não podemos permitir este retrocesso, nem aceitar que acabem com o serviço público, com nossas carreiras e com o atendimento que prestamos à classe trabalhadora. Por isso reafirmamos a convocação para a sequência das atividades da paralisação de hoje às 18h no Pórtico da Univille”,  declarou Jane.




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