A direção do Sinsej recebeu na tarde desta quarta-feira (7) o Conselho de Representantes por Local de Trabalho. Os servidores e as servidoras, eleitos recentemente para a gestão 2019/2022, debateram sobre a atual conjuntura, a paralisação nacional do dia 13 de agosto contra o fim da aposentadoria e os cortes da educação pública e sobre as demandas dos locais de trabalho.

Para auxiliar no debate de análise de conjuntura, a reunião contou com a participação do economista do DIEESE/SC José Álvaro. Trazendo dados precisos sobre o golpe no Brasil e no continente latino americano, José Álvaro destacou o ataque aos servidores públicos em especial. “Estamos falando de uma categoria com muitos professores e com maioria de mulheres, os mais prejudicados com a Reforma da Previdência, além de vítimas de um projeto de estado mínimo, ou seja, privatização dos serviços públicos”, destacou o economista. Ao abordar a crueldade dos ataques sistemáticos aos direitos dos trabalhadores promovidos pelos últimos governos, José Álvaro lembrou que trata-se de um golpe comandado por uma força estrangeira que atua também na entrega do patrimônio nacional, seja ele natural, como o Pré-Sal e o Aqüífero Guarani, seja das estatais, como a Petrobrás.

Ao abrir para o debate, a presidente do Sinsej Jane Becker reforçou a fala do economista lembrando que só a união e a resistência serão capazes de barrar os retrocessos. “Por isso reforçamos a convocação para que a categoria participe da paralisação nacional no dia 13 às 9h na Praça da Bandeira. Ou reagimos agora ou morreremos trabalhando”, afirmou Jane.
A reunião teve sequência abrindo a palavra aos representantes dos locais de trabalho que apresentaram as demandas da categoria e tiraram encaminhamentos para saná-las.

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