O SINSEJ presta solidariedade e dá total apoio à greve nacional dos petroleiros, iniciada dia 1º de fevereiro e que chega ao seu quinto dia com 30 unidades da Petrobrás paradas. Em Santa Catarina, a adesão é grande nos terminais de São Francisco do Sul e terminais de distribuição de combustíveis de Biguaçu, Itajaí e Guaramirim e prédio administrativo de Joinville. Para pôr fim à greve, a categoria pede: o fim das 1000 demissões anunciadas na Fábrica de Fertilizantes da Petrobrás, em Araucária; o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho que proíbe demissões em massa na empresa; mudanças na linha da administração da empresa levando em conta os benefícios sociais da Petrobrás, assim como o fim das privatizações e a soberania nacional.

A greve começou quando a empresa anunciou a demissão de mil trabalhadores, sendo 400 concursados e 600 terceirizados, na planta da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), em Araucária. No entanto, somente em Araucária, as demissões acarretariam proporção de mais quatro mil desempregados de forma indireta e vão de encontro às normas do Acordo Coletivo de Trabalho, que proíbe qualquer demissão em massa na empresa.

De acordo com Jordano Zanardi, diretor do Sindipetro-PR, a Fafen é a principal e única empresa de fertilizantes da Petrobrás e que fechar a unidade é um risco para o país, que tem grande parte da economia baseada no agronegócio e terá que importar 100% do produto. Ele também chama a atenção sobre os objetivos da direção da empresa, que está privatizando a Petrobrás somente para aumentar os lucros para repassá-los aos acionistas em vez de pensar no papel que a Petrobrás tem para o desenvolvimento econômico e social no país, inclusive para a educação. Desde ano passado, a FUP vem denunciando o risco da venda de oito das 13 refinarias existentes no país até o próximo mês de junho. Além dos riscos resultantes do fim de financiamentos para a cultura, educação e outros setores, fim de desenvolvimento tecnológico. A privatização aumenta ainda mais o preço dos combustíveis, do gás e deixará a população vulnerável e dependente dos altos preços de outras empresas privadas.

Gás com subsídios de R$30 a R$40

Para esta quinta-feira, dia 5, os 13 sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) estão programando a venda de botijões de gás com subsídios de R$ 30 a R$ 40 na região de 13 capitais. Em Araucária, o objetivo é vender, em média, 300 unidades.

Essa é uma maneira de conversar com a população e explicar o que pode acontecer se a privatização tomar conta da empresa.

Defender a Petrobrás é defender o Brasil!

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