Com os 81 senadores participando, o Projeto que congela o salário dos servidores foi aprovado por unanimidade na noite de ontem (6). O chamado Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus (PLP 39/2020), apesar do nome pomposo, trata-se de um dos maiores ataques ao serviço público e aos servidores em forma de chantagem: para dar ajuda financeira aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal para o combate à pandemia da Covid-19, eles terão que intensificar a política neoliberal, precarizando cada vez mais o serviço público e arroxando ainda mais o salário das trabalhadoras e dos trabalhadores.

Os senadores aprovaram a ampliação do número de categorias do setor público que ficarão de fora do congelamento de salários, passando longe do tratamento isonômico e justo que as trabalhadoras e os trabalhardes de todo os setores do serviço público merecem. A principal novidade na votação de ontem foi a inclusão dos professores entre os servidores que poderão ter reajuste, anuênios e qüinqüênio. Assim, entre as categorias que não sofrerão com a medida de congelamento estão, além desses trabalhadores da educação, os da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, os guardas municipais, os agentes socioeducativos, os profissionais de limpeza urbana, de serviços funerários, da assistência social e os profissionais de saúde da União. Já estavam fora os servidores da saúde, da segurança pública e das Forças Armadas.

O Projeto, que agora segue para sansão do presidente Jair Bolsonaro, proíbe também, até dezembro de 2021, reajustar salários, reestruturar carreiras, contratar pessoal (exceto para repor vagas abertas), realizar concursos e criar cargos. Também ficam suspensos, até o término da vigência do estado de calamidade pública (fim de dezembro deste ano), os prazos de validade dos concursos públicos já homologados até 20 de março de 2020. Ataques em cima de ataques, por todos os lados, em todas as esferas! O que estamos enfrentando é um sistema de governo que quer retirar direitos da classe trabalhadora, ampliando os benefícios aos ricos e aos grandes empresários, e escolheu os servidores públicos como o vilão da história.

Nossa luta precisa ser intensificada. Temos grandes desafios pela frente, entre eles, impedir que, além deste congelamento salarial imposto pelo governo federal, os vereadores aqui de Joinville aprovem o projeto do prefeito patrão Udo Döhler que aumenta a alíquota do Ipreville de 11% para 14%. Só nossa mobilização e resistência poderão evitar este aumento no desconto que poderá onerar nosso rendimento em 36% ao ano. Precisamos barrar esse projeto na Câmara. Vamos para cima dos vereadores, mandando mensagem e participando das sessões online. Nossa luta é por direito, valor e respeito.

Abaixo, o número de telefone e endereço de e-mail dos vereadores:

 

Foto: Sessão deliberativa remota do Senado na noite de ontem (6)

Comentários
  • Gustavo
    Responder

    Em acabar com a farra dos comissionados ninguém fala nada….!!!

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