Em reunião virtual da Comissão de educação da Câmara de Vereadores de Joinville realizada neste 27 de maio, os vereadores governistas mostraram que não têm compromisso algum com a educação pública municipal. Após a explanação da presidenta do Sinsej, Jane Becker, dos diversos problemas que professores, auxiliares de educador e alunos estão enfrentando nesse período de pandemia da Covid 19, os vereadores Roque Mattei e Pelé, ambos do MDB, negaram a realização de uma reunião extraordinária com a presença do Sindicato e a Secretaria Municipal de Educação. A reunião traria a possibilidade de resolver os problemas relatados, desde a falta de isonomia dos estudantes, famílias e professores no acesso às tecnologias necessárias para modalidade de ensino virtual, as condições de trabalho dos profissionais, burocracia e até mesmo as demissões de trabalhadores temporários no setor.
A reunião de hoje, que também teve a participação de representantes dos sindicatos de trabalhadores na educação nas redes privada (Sinpronorte) e estadual (Sinte/SC) deixou clara a dificuldade dos profissionais e alunos com a modalidade virtual, além do desemprego no setor resultante da crise econômica. Enquanto na rede privada, o desemprego esta batendo à porta de muitos trabalhadores, o governo estadual segue a determinação de uma lei, de autoria da deputada Luciane Carminatti (PT) aprovada na Assembleia Legislativa em abril, que proíbe a demissão dos ACTs. O município de Joinville, por sua vez, está demitindo auxiliares de educador até mesmo antes do fim do contrato, com o banco de horas negativo e sem dar, ao menos, a oportunidade do teletrabalho. Além disso, há denúncias em que diversas turmas estão sem professores.

Apesar de uma trabalhadora denunciar, no chat on line da reunião, que estava sendo demitida antes do tempo, o vereador e ex-secretário de Educação do governo Udo Döhler, Roque Mattei, negou que isso estivesse acontecendo. A reunião foi transmitida ao vivo pelo canal do Youtube da CVJ.

Para Jane, o posicionamento majoritário da Comissão não representa os anseios da categoria dos servidores públicos de Joinville. É um verdadeiro desrespeito e um pesar com os servidores. “Essa cobrança será feita nas urnas, nas escolas e nas ruas”, alertou.
Desde março, o Sinsej está buscando o diálogo com a Secretaria e seguirá fazendo as ações necessárias para que o governo dê a devida atenção ao setor, assim como a todo o serviço público. Infelizmente, sem sucesso. Se a situação já não era fácil, agora está pior, pois além de ter que lidar com as preocupações, ansiedade e cuidados com o vírus que já acabou com a vida de quase 25 mil pessoas no país, sendo 18 na cidade (números oficiais), a categoria agora vai ter que lidar com ameaças de congelamento salarial e novamente lutar contra o calote do prefeito nas contas do Ipreville.
Precisamos estar alertas e organizados para vencer mais essa batalha por direitos, valorização e respeito.

Assista ao vídeo:

 

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