Na semana em que o transporte coletivo de Joinville voltou a funcionar e os usuários estão mais vulneráveis ao contágio da Covid 19, tivemos notícias de que foram detectados diversos casos da doença entre servidores, especialmente entre os Agentes Comunitários, técnicos de enfermagem, enfermeiros e motoristas das unidades básicas de saúde da família. Há relatos de trabalhadores já contaminados nas unidades Bakhita, Boehmerwaldt, Costa e Silva, Parque Douat, Petrópolis, Pirabeiraba, Rio da Prata, além dos 15 do Centro de Vigilância em Saúde – já divulgados pela imprensa. Os servidores positivados são afastados, porém seus colegas são orientados pelos coordenadores das unidades a não divulgarem o fato à população, pondo em risco famílias inteiras nas comunidades que tiveram contato com os adoecidos. Na cidade, os números indicam até este dia 12, 23 óbitos entre os mais de 645 casos confirmados, sem contar os subnotificados que, conforme o próprio Secretário de Saúde, podem chegar de até dez vezes mais.

Já foram diversas as tentativas de diálogo por parte da diretoria do Sinsej com a Secretaria de Saúde, desde telefonemas e ofícios cobrando EPIs, o afastamento de servidores do grupo de risco, testagem ampla, a gratificação de insalubridade, bem como solicitando informações sobre os números de adoecidos no setor. Porém o que vemos é uma prática antissindical e irresponsável por parte do governo, que prefere divulgar os números de casos de servidores diretamente à imprensa a conversar com nossa diretoria sobre as ações que garantam a saúde e condições de trabalho seguras para a categoria que está na linha de frente no combate à pandemia.

Não podemos admitir tamanha irresponsabilidade de um governo frente à população e aos trabalhadores no serviço público da maior cidade do Estado. Além de respostas e as ações de combate, também exigimos testagem constante dos servidores que trabalham nos locais onde houve caso positivo.

O silêncio e a falta de informações da Prefeitura de Joinville lembram a ditadura militar, que silenciava sobre dezenas de milhares de mortes causadas por meningite e outras doenças, como também seguem a linha do atual governo Bolsonaro, que em vez de declarar guerra ao coronavírus, declarou guerra às informações sobre as mais de 41 mil mortes por covid19.

Um serviço público de qualidade e com compromisso, só se faz com valorização e cuidados com quem presta esse serviço, com transparência e investimentos. A população de Joinville merece.

Exibindo 2 comentários
  • Geny Beckert
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    É assim que o sindicato responde à tal “pratica antissindical da gestão? Um manifesto que não aponta qualquer ação concreta de combate. É essa a resposta da estrutura sindical, sustentada pelos trabalhadores? Blá, blá,blá é mais fácil. Parece, sim, que estão lavando as mãos, mais uma vez.

  • PROF. LUIZ
    Responder

    Entra com uma ação, uma liminar para impedir o atendimento onde tem funcionários infectados!!! vamos ter disseminação em larga escala!!!

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