A direção do Sinsej reuniu virtualmente na noite de ontem (22) trabalhadoras e trabalhadores do serviço público municipal consideramos essenciais. O encontro debateu e tirou ações de luta em defesa do direito a gratificações e contra os cortes feitos pelo governo municipal, por condições dignas de trabalho em meio à pandemia e pela realização periódica de testagens de COVID-19 para a categoria e seus familiares. O encontro contou também com a presença da médica infectologista Juliana Salles que atua em São Paulo, onde participa da diretoria do Sindicato dos Médicos do Estado há cinco anos, e passou um breve panorama da grave situação da saúde pública brasileira no enfrentamento à pandemia.

A realidade nacional relatada por ela não difere muito da encontrada aqui na cidade de Joinville no que diz respeito à falta de valorização, condições de trabalho e de proteção aqueles que seguem na linha de frente do enfrentamento à maior pandemia da atualidade. A direção do Sinsej não tem medido esforços em tentar dialogar com o governo para que garanta a saúde e a vida desses trabalhadores e trabalhadoras. Mas em resposta tem recebido o descaso e o silêncio de um governo voltado à economia e de costas para a população. O pedido de pagamento de gratificação para estes profissionais até agora não teve retorno do governo, pelo contrário, a denúncia é de que aqueles que a recebem, como as ACSs que tiveram este direito conquistado este ano, quando afastados para cumprirem o isolamento social em decorrência do contágio pela Covid-19 estão tendo desconto nas gratificações. A solicitação de que todos recebam adicional de insalubridade também foi negado pelo prefeito patrão Udo Döhler que respondeu, através de um ofício, que alguns servidores, considerados pelo governo linha de frente no atendimento à população, já estariam recebendo. Porém o documento não apresenta quais foram os critérios que determinaram quais servidores teriam direito e de que forma este laudo foi feito. A direção do Sinsej repudia a discriminação feita pelo governo e considera que todas as servidoras e servidores que atuam na saúde neste momento estão submetidos diretamente aos riscos de contágio e que, portanto tem direito ao adicional de insalubridade.

Outra situação grave apontada pela categoria diz respeito às condições de trabalho que não estão garantindo o distanciamento e os protocolos de prevenção ao contágio. A falta de infraestrutura tem como exemplo os refeitórios das unidades de saúde que, por serem pequenos, deveria ser utilizados em sistema de rodízio na hora das refeições para evitar aglomeros, o que não vem acontecendo. Assim como a higienização desses locais e dos banheiros que não tem seguido os protocolos de prevenção. A direção do Sinsej tem orientado a categoria para que procure dialogar com as chefias para que estas medidas sejam adotadas pela segurança de todos e se coloca a disposição para mediar o diálogo onde não houver consenso. Assim como tem cobrado do governo que realize testagens periódicas nos profissionais da saúde e em seus familiares, o que não vem acontecendo. Enquanto isso o número de casos de servidores contaminados segue aumentando na mesma proporção em que aumentam os casos na população em um perigoso e nocivo ciclo que está levando o sistema de saúde de Joinville ao caos.

Além de manter a pressão para que o governo atenda às demandas da categoria, a direção do Sinsej irá intensificar a mobilização em torno da campanha de valorização que tem feito nas redes sociais, onde os servidores têm sido o protagonista, manifestando suas pautas e reivindicações através do envio ao Sinsej de fotos dos cartazes produzidos e fixados em seus locais de trabalho, dando visibilidade à grave situação a que estão sendo submetidos. Para isso a direção pede que a categoria publique estes registros nas suas redes sociais e envie para o setor de comunicação do Sinsej pelo Messenger do Facebook ou por WhtasApp para o número 47 9723-0220. O momento exige união e resistência da categoria na defesa de direitos e da vida. Enquanto o prefeito patrão Udo Döhler segue sacrificando os servidores, abandonando a população e levando a cidade ao caos, a categoria se mantém firme no atendimento à população, tendo a direção do Sinsej à frente da luta por direito, valor e respeito.

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