Em mais uma demonstração da falta de gestão na Prefeitura de Joinville, o governo abriu nesta semana mais um processo seletivo para contratação de servidores temporários. É o quinto apenas em 2020. Esta sequencia de seletivas, uma verdadeira operação tapa buracos, demonstra a extrema necessidade de realização de concurso público. Além disso, deixa clara a total falta de comprometimento do prefeito patrão Udo Döhler (MDB) com a qualidade dos serviços ofertados à população. O último concurso público para a contratação de servidores efetivos foi em 2014.

Estas soluções paliativas dada pelo prefeito para a falta de servidores geram graves conseqüências para a população. Uma delas é a descontinuidade e até mesmo a ruptura, dos serviços causada pelo fim dos contratos temporários. E quem paga por esta falta de gestão é a população que necessita de um serviço público acessível e de qualidade. Para que isso aconteça os servidores efetivos são fundamentais, afinal são eles que fazem com que o serviço público continue funcionando da melhor forma possível. A rotatividade gerada pela contratação temporária de trabalhadoras e trabalhadores exige um período de adaptação que nem sempre garante a qualidade do atendimento, prejudicando a população e gerando problemas entre os servidores.

E as graves consequências da falta de concurso público não param por ai! Além de sobrecarregar os servidores e diminuir a qualidade do serviço prestado, impacta fortemente na aposentadoria de toda a categoria, já que estes contratados temporários não contribuem para o IPREVILLE – Instituto de Previdência de Joinville. Por todas essas questões a direção do Sinsej vem cobrando do governo que assuma a sua responsabilidade em garantir a valorização e as condições de trabalho para a categoria e a qualidade dos serviços para a população. E para isso, não há outro caminho senão a realização de concurso público já!

 

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