Joinville tem mais de 3 mil casos

Poucos dias depois de a Prefeitura de Joinville anunciar a pretensão de iniciar as aulas presenciais para três de agosto, o município contabilizava na noite desta terça-feira, dia sete de julho, 3166 casos da Covid 19, 49 mortes e um sistema de saúde em colapso. De acordo com ofício nº 6648523/2020 publicado no SEI, na manhã desta quarta-feira, dia oito de julho, o Hospital Municipal São José chegou ao seu limite máximo de ocupação em leitos destinados ao tratamento de Covid 19. Ainda na noite anterior, o município tinha publicado que dos 91 leitos de UTI destinados para pacientes com a doença, somente 24 estavam livres. No entanto, ainda na terça-feira, a taxa chegou a 80%. Na cidade, há 4153 pessoas esperando o resultado dos testes.

Em entrevista à rádio 89 fm, na manhã do dia sete, Udo Döhler, que também é dono de hospital sugere ampliar o número de vagas em mais 15, numa “parceria” com a rede privada. Na mesma entrevista, ele ainda fala que o Hospital Municipal São José tem capacidade para abrir mais dez leitos de UTI, mas reclama que para isso precisará alugar ou adquirir respiradores e que os custos são altos. Porém, foi com a justificativa de reservar dinheiro para essa situação de calamidade que foi sancionada a Lei Federal 173/2020 do governo Bolsonaro e que o prefeito sancionou a Lei 8831/2020, que permitiu o calote de R$147 milhões no Ipreville.

Conforme o portal de transparência estadual sobre coronavírus (https://bit.ly/3e8nTQ3), Joinville chega a ter o maior número de casos confirmados, seguida de Chapecó. E o que preocupa o prefeito da maior cidade catarinense não parece ser a vida das pessoas. Se assim fosse, os cuidados com os servidores nos serviços essenciais seriam constantes, o número de testagem na população em geral e nesses servidores seria bem maior, haveria política pública e fiscalização séria para enfrentamento da doença. Tal como age o presidente Bolsonaro, age o prefeito patrão Udo Döhler, que deixa nas mãos das milhares de mães e pais de família a decisão de ficar em casa e perder o emprego ou arriscar as vidas da família, para manter seu sustento. Ao mesmo tempo, outros milhares, já desempregados, vivem às custas de doações e aguardam serem aprovados para receberem o auxílio de R$600 reais do governo federal.

Já passou da hora de o município e o estado catarinense adotarem a paralisação completa dos serviços não essenciais em respeito aos quase 67 mil mortos no país, lembrando que desses, 420 são catarinenses.

Todas as vidas importam!

SinsejServidorEmLuta

Deixe um comentário