Joinville se mantém firme na liderança do ranking da morte no Estado. Conforme dados divulgados no final da tarde de ontem (22) pela Prefeitura Municipal, haviam 6.073 casos confirmados de vítimas da Covid-19 na cidade, outros 4.642 aguardando o resultado do exame, 177 pessoas internadas e 99 mortes pela doença.

Enquanto os casos aumentam exponencialmente, o prefeito patrão Udo Döhler segue fazendo de conta de que nada está acontecendo. O aumento de óbitos, ocupação de leitos, internações e contágio falam por si sobre as graves consequências das medidas adotadas pela administração municipal até aqui. Estes números fizeram com que as entidades que compõem o Comitê Popular Solidário de Joinville contra o Coronavírus divulgassem uma carta pública em que conclamam ao prefeito que decrete lockdown imediatamente. Mesmo esta sendo a única medida comprovadamente capaz de combater a proliferação do coronavírus, o prefeito segue afirmando que há uma “margem de manobra” para evitar o distanciamento social total, o “lockdown”.

Não é possível admitir que a perda de 99 pessoas pela Covid-19 não seja capaz de sensibilizar o prefeito. Segundo ele, todas as medidas estão sendo tomadas para evitar o avanço do contágio na cidade e que, portanto “não tem necessidade de lockdown em Joinville”. Porém os números afirmam o contrário: em apenas sete dias, houve um aumento de 1.660 casos confirmados de contaminação em Joinville. Neste mesmo período 29 pessoas perderam a luta para o vírus e faleceram! É fato que a flexibilização das medidas de restrição das atividades, aliada à retomada do transporte coletivo no dia 8 de junho, agravou a pandemia em Joinville, retrocedendo os avanços alcançados até este momento para redução da contaminação e da mortalidade pela Covid-19. A ação da prefeitura em relação à prevenção, testagem e tratamento está muito aquém do avanço do vírus.

Até o momento o que se vê é um governo preocupado em manter as indústrias ativas em detrimento às vidas. Em meio à pandemia, até mesmo o retorno às aulas presenciais estava sendo cogitado para o início de agosto, mas os planos do prefeito foram barrados pela pressão popular e pelo decreto do governador que adiou pra o início de setembro. Com a sua participação no Comitê de Ações Educacionais em Razão da Pandemia da Covid-19 criado pela Secretaria de Educação de Joinville, que está discutindo o retorno das aulas presenciais na rede municipal, a direção do Sinsej tem cobrado de que não haja volta às aulas sem redução drástica da pandemia e sem garantia de segurança sanitária para a comunidade escolar.

Enquanto o prefeito segue em sua Joinville de faz de conta, a direção do Sinsej segue firme fiscalizando os locais de trabalho, cobrando ações de proteção e denunciando o descaso da gestão Udo com a categoria e a população. Além disso, mantém-se ombreada a outras entidades, trabalhando através do Comitê Popular Solidário de Joinville contra o Coronavírus para amenizar os efeitos da crise social e econômica provocada pela Covid-19 para milhares de famílias, arrecadando dando destino solidário para donativos como roupas pessoais e de cama, alimentos, produtos de higiene pessoal e de limpeza, máscaras de proteção, entre outros. Para se juntar ao Comitê Popular Solidário de Joinville contra o Coronavírus, clique aqui e preencha o formulário com os seus dados e/ou da sua organização que logo entraremos em contato! Acompanhe nossas ações no Facebook e no Instagram.

Por fim, a direção do Sinsej reafirma que já passou da hora do prefeito Udo adotar a paralisação completa dos serviços não essenciais em respeito às 82.890 mortes de brasileiros pela Covid-19, os 2.231.871 infectados com coronavírus no Brasil, pelas 99 famílias de Joinville que choram a perda de seus familiares, pelas tantas mortes que podem ser evitadas: lockdown já! Todas as vidas importam!

Comentários
  • João
    Responder

    Bom dia
    Tem que fazer reunião aqui em Joinville também. Fazem com que o prefeito mantenha pelo menos as incorporações salarias.

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