Usando a pandemia como desculpa para não atender às reivindicações da categoria, o prefeito patrão Udo Döhler segue com sua gestão desrespeitosa e de desvalorização das servidoras, dos servidores e dos serviços públicos. E assim a campanha salarial segue sem avanços. Apesar das diversas tentativas de diálogo com o governo, as respostas se mantêm sempre as mesmas: o silêncio e o descaso!

Com uma pauta extensa de reivindicações, a categoria tem sofrido as consequências da falta de condições de trabalho. A situação se agravou muito com o avanço da pandemia, o colapso no sistema de saúde, a suspensão das aulas e a insegurança sanitária a que a falta de gestão levou a cidade. Esta nova realidade torna ainda mais urgente a reabertura de um canal de diálogo e negociação com o governo. Enquanto a categoria toma a linha de frente no combate, prevenção e atendimento às vítimas da Covid-19, o prefeito vive numa cidade de faz de conta, onde, segundo ele, o novo coronavírus não é só uma questão de saúde, mas também de economia. Ou seja, para ele, a economia está acima da vida de milhares de joinvillenses.

O que se esperava de um prefeito que se reelegeu sob a promessa de valorização dos servidores era uma gestão atenta às reivindicações da categoria. Mas o que se vive é uma política de governo que sujeita a categoria a terceirizações, ao Assédio Moral como prática de gestão, à falta de diálogo, à sobrecarga de trabalho, ao desvio e acúmulo de função, à imposição de banco de horas ilegal, ao represamento de pedidos de licença-prêmio, das transferências de setor à revelia do servidor, à desvalorização salarial, à falta de concurso público.

E como se não bastassem todas essas situações, ainda é preciso sobreviver com a histórica defasagem salarial e com uma absurda contraproposta do prefeito de parcelar em três vezes o acumulado de maio de 2019 a abril 2020, conforme o INPC, onde a primeira parcela seria paga em julho, a segunda em setembro e a terceira em novembro, todas com data retroativa a 1º de maio. Ao mesmo tempo em que nega aumento nos salários, Udo tentou retirar 3% do salário de cada servidor aumentando a alíquota de contribuição ao Ipreville. Mas nossa união e mobilização evitou mais este ataque.

E assim o desgoverno Udo segue com sua política de priorizar os ricos e abandonar a categoria e a população que mais precisa do serviço público. E quando se esperava uma atenção redobrada com quem está a frente no enfrentamento à pandemia, até mesmo as periódicas reuniões com a SGP estão sendo sistematicamente negadas à direção do Sinsej, deixando as servidoras e os servidores sem voz ativa diante de tamanha adversidade. Se o prefeito tivesse o mínimo de preocupação com a categoria, atenderia aos inúmeros pedidos de retomada das negociações de forma online, assim como tem feito ao atender a elite e a classe empresarial da cidade.

Enquanto o prefeito se exime de suas responsabilidades, a direção do Sinsej segue firme na luta por concurso público, por condições dignas de trabalho, pela valorização do servidor, contra as terceirizações, pelo direito a aposentadoria e em defesa dos servidores e do serviço público gratuito e de qualidade.

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