Desde que a pandemia teve início em Joinville, as servidoras e os servidores municipais viram suas rotinas diárias serem gravemente alteradas. As já difíceis condições de trabalho e o assédio moral, uma prática do governo Udo Döhler (MDB), se agravaram consideravelmente. Enquanto a direção do Sinsej propunha o diálogo em busca de soluções para as constantes denúncias dos servidores, a gestão manteve sua postura autoritária e desdenhosa, se negando a dialogar e, principalmente, a garantir condições dignas de trabalho.

O último capítulo desta relação de desprezo do governo com a categoria foi a retirada do transporte para os trabalhadores da saúde. Considerado um serviço prioritário em meio à pandemia da Covid-19, muitas das trabalhadoras e trabalhadores do setor da saúde estão enfrentando dificuldades, principalmente financeira, para se deslocarem ao trabalho. A direção do Sinsej, incansável na procura de uma solução para as demandas da categoria, mais uma vez foi em busca do diálogo com a gestão, desta vez, diretamente com o secretário de saúde Jean Rodrigues da Silva.

Diante da exposição das graves dificuldades e consequências da falta de transporte, especialmente para os que recebem os menores salários da categoria, a solução apresentada pelo gestor da pasta da saúde da maior cidade do Estado foi a de que os servidores se organizem em caronas solidárias. Numa clara demonstração de despreparo administrativo e de desconsideração com a categoria e a população, o secretário de saúde propõe uma “solução” que incentiva a quebra do isolamento social e expõe os servidores aos riscos de contaminação por coronavírus.

Quando o governo trata com tamanho desdém aqueles que estão à frente no combate à pandemia e no tratamento das vítimas, ele está mandando um recado para a população: a saúde de vocês não é importante para ele. Quando, em meio à tamanha catástrofe que já abalou 244 famílias com vítimas fatais da Covid-19, o gestor da saúde propõe “carona solidária” como solução para o transporte de milhares de servidores, ele está deixando claro que a atenção à saúde dos joinvillenses não é prioridade para ele. A negligência do prefeito e de sua equipe de governo levou a cidade ao triste e macabro topo do ranking de pessoas que já contraíram a doença em Santa Catarina, com 11.468 casos.

Não se vê neste governo qualquer sinal de que irá zelar pelos servidores e pelo serviço público. Seguem firmes na retirada de direitos e no desrespeito. Se negam a retomar as negociações que poderiam garantir a reposição de parte das perdas históricas da categoria com, pelo menos, a reposição da inflação do último período de um ano. Mas nem isso! Pelo contrário! Depois de conseguir aprovar na Câmara um calote de R$ 147 milhões na Previdência dos servidores, agora o prefeito patrão quer aprovar a redução de 3% do salário da categoria através da aprovação do PLC 03/2020 que aumenta a alíquota paga ao Ipreville de 11% para 14%.

Está na hora de dizer basta a este desgoverno! Além de mantermos a luta pela garantia do transporte aos servidores, é preciso mobilizar a categoria para, nesta segunda (31) a partir das 15h, acompanhar a tramitação do projeto do prefeito que quer reduzir os salários. Para isso, acesse o canal youtube.com/camarajoinville e juntos vamos pressionar os vereadores a votarem contra este projeto!

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