No dia em que se comemora o Dia dos Professores, afirmamos que além dos parabéns, essa categoria precisa é de valorização e melhores condições de trabalho. Se em tempos de “normalidade” a profissão requer muita dedicação, estudo, pedagogia e também paciência, nesses tempos de pandemia, professoras e professores precisam ainda adaptar seu trabalho às novas tecnologias, que nem sempre têm à mão.

Mesmo tendo de lidar com essa nova abordagem para o ensino e jornada extra, há quem chame esses trabalhadores de vagabundos, pelo fato de priorizarem a saúde e a vida das pessoas diante do grave risco potencial para a covid e resistirem às tentativas governamentais da volta às aulas presenciais.

Todos sabem da grande importância dos professores em nossas vidas e na transformação do mundo, mas atuar nessa profissão nunca foi fácil no Brasil. Além da falta de estrutura nas escolas, da falta de investimento na educação pública, das extenuantes jornadas e de outras diversas dificuldades enfrentadas, foram anos de luta da categoria até a criação da Lei Nacional do Piso do Magistério (Lei 11.738/2008) para nivelar as diferenças salariais antes gritantes na educação do país. No entanto, a Lei acaba sendo deturpada e não cumprida por diversos governos municipais e estaduais que desconsideram o reajuste anual para a carreira, achatando a tabela salarial dos profissionais. Sem realizar concurso público para quem tem apenas o magistério, cerceando o direito desses trabalhadores atuarem como professores, a Prefeitura de Joinville agrava o caso, mantendo o primeiro nível da tabela abaixo do piso.

 

Fundeb

Ao mesmo tempo em que a aprovação do Fundeb permanente (EC 108/2020) foi um alento para educação como um todo, garantindo ainda um aumento de 60 para 70% do investimento mínimo a ser destinado para o pagamento dos salários dos trabalhadores do setor, a proposta de Bolsonaro para retirar dinheiro do Fundo destinando para o programa Renda Cidadã traz preocupação. Em Joinville, por exemplo, dos R$ 326 milhões investidos na educação via Fundeb em 2019, R$ 230 foram destinados para o pagamento dos profissionais no magistério.

A direção do Sinsej entende a necessidade da valorização, do respeito e dos direitos que cada professora e cada professor merece. Por tudo isso, além dos parabéns neste 15 de Outubro, convida todas e todos a lutarem conosco para transformar a atual e dura realidade.

Comentários
  • César Luis Dariva Moretti
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    A valorização do(a)Professor(a)passa pela conscientização da sociedade civil e do governo municipal,estadual e federal sobre a importância do trabalho dos(as)professores(as) como contribuição essencial no desenvolvimento do país!
    A luta pela valorização do magistério é um processo vivo e inacabado!!!

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