Fomos surpreendidos na última sexta feira com o pedido de desligamento de alguns diretores. Os motivos alegados nos causaram estranheza e decidimos prestar contas à categoria.
A carta que torna público o desligamento fala de suposta “falta de quorum das reuniões da plena e da executiva”, acusa “insuficiência do número de assembleias ordinárias” e atribui, sem maiores explicações, uma perseguição a todos que assinam o documento.
Esclarecemos que em momento algum esses diretores, em reuniões e instâncias de decisão, na plena, na executiva, ou qualquer outro espaço, registraram interesse de deixar a direção ou até mesmo cobrar mais assembleias, como hoje cobram por carta pública.
Na verdade o estatuto da entidade está sendo aplicado e respeitado. Todas as assembleias ordinárias e reuniões do conselho foram realizadas.
Em todas as reuniões da executiva e da plena tiveram quórum. Nestas ocasiões foram lidas as justificativas dos que não puderam participar.
A sequência de conquistas e lutas que empreendemos é mostra inquestionável de que o plano de lutas tem guiado toda nossa atuação. Com destaque a greve vitoriosa que arrancou conquistas fundamentais da campanha salarial e deu exemplo a outros categorias da cidade e do estado.
A direção sempre garantiu a fala de todos os diretores, bem como de toda a categoria e jamais ocorreu cerceamento.
As divergências políticas se intensificaram com a pandemia em curso, particularmente quando tivemos de fechar a entidade para atender remotamente.
Fato é que uma parte considerável da categoria está na linha de frente do combate à COVID-19 e precisa da entidade aberta para servir como ponto de apoio na luta por condições seguras de trabalho.
Da mesma forma, se fez necessário mobilizarmos a categoria em atos de rua (assegurando todos os cuidados sanitários, orientando uso de máscara e distribuindo álcool 70) para barrar o aumento da alíquota do IPREVILLE e para exigir transporte coletivo para os trabalhadores da saúde (em frente ao Hospital São José).
Todas essas mobilizações foram fundamentais para nossas vitórias. Os diretores que renunciaram aos seus postos, mesmo sabendo que grande parte da categoria estava exposta, foram contrários a manter a entidade aberta como também foram contrários aos atos de rua.
Como poderia a direção do sindicato ficar em isolamento enquanto a categoria padece na linha de frente pela defesa da vida da população?
Esclarecemos ainda que alguns dos diretores que subscreveram a carta já não participavam das instâncias há muito tempo e tampouco eram contabilizadas para o quorum.
De nossa parte, vamos respeitar o estatuto da entidade e recompor a executiva com os diretores suplentes que, desde o início do mandato nos ajudam com a mobilização de base e se dispuseram a entender o que significa uma liberação sindical, que nada mais é do que se colocar à disposição para as tantas lutas que enfrentamos em nosso cotidiano.
Seguimos na luta de sempre em defesa dos servidores e do serviço público, e em especial para zerar o banco de horas negativo, por testagem em massa e condições seguras de trabalho.

Carta aprovada por ampla maioria da Diretoria Plena com um voto contra e uma abstenção.

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